Placas Solares na Arquitetura

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Com a preocupação cada vez maior em preservar o meio ambiente, a energia solar tem ganhado muito espaço na arquitetura. Fora do Brasil, por exemplo, existem exemplos famosos onde as placas solares foram instaladas para aproveitar todo o potencial do sol, mesmo em locais mais conhecidos por seus dias nublados.

Um exemplo do uso da placa solar na arquitetura pode splacas solareser conferido na Blackfairs Bridge, em Londres (Inglaterra). A ponte, que atravessa o Rio Tâmisa, é repleta de placas solares ao longo de seus 281 metros, transformando-se na maior ponte solar do mundo!

Além de reduzir drasticamente as emissões de carbono da cidade, a Blackfairs Bridge gera metade da energia consumida pela Estação Blackfair, o que a tona um verdadeiro case de sucesso quando se trata de geração de energia solar e aproveitamento de antigas estruturas.

No Brasil, um dos países com maior incidência de raios solares do mundo, as grandes corporações estão começando a enxergar as vantagens do painel solar na arquitetura. Um expoente dessa guinada de pensamento é o Mineirão, localizado em Belo Horizonte.

O estádio foi reformado para a Copa do Mundo de 2014, recebeu painéis solares no topo de sua estrutura, tornando-se, assim, o primeiro estádio a utilizar energia sustentável para abastecer os equipamentos utilizados na transmissão dos jogos de futebol.

Da China, vem outro grande expoente do aumento na preocupação com a busca por fontes de energia renovável. O Sun Dial, com seus impressionantes 75 mil m², é o maior prédio comercial abastecido com energia solar do mundo

Uso das placas solares na arquitetura

Como vimos nos exemplos acima, o uso da placa solar na arquitetura vem crescendo rapidamente, principalmente no exterior. No Brasil, projetos de grande magnitude, como o do Mineirão, ainda são poucos, mas isso não significa que nosso país esteja desperdiçando o potencial do sol que tanto nos ilumina.

Para atender à demanda por fontes de geração de energia sustentável e que gerem menos impacto à natureza, a inclusão de placas solares em residências vem crescendo rapidamente, em parte, também, graças à economia que esse investimento pode trazer em médio prazo.

Para tornar a instalação desses dispositivos mais rápida, eficaz e segura algumas tecnologias vêm ganhando forma, tornando-se de grande ajuda no momento da aplicação das placas solares em edifícios. Uma delas é a BIM.

BIM

Na modelagem de informação da construção, os arquitetos utilizam representações digitais dos edifícios onde a placa solar será instalada. O software mostrará quais as características físicas e funcionais do lugar, fornecendo uma visão realista do prédio ou residência.

No BIM, os arquitetos podem, ainda, integrar projetos paisagísticos e de rede elétrica, criando a estrutura completa do local. Assim, esses profissionais otimizam o tempo e constroem projetos integrados e que atendam às necessidades de quem contratou a obra.

Vantagens do BIM na execução de novos projetos

Embora a instalação de painéis solares venha crescendo, à medida que aumenta o interesse do público por essa fonte de energia renovável, boa parte dos dispositivos ainda é instalada em edifícios já prontos, o que é positivo, mas não permite aos arquitetos experimentar todo o potencial alcançado com o uso do BIM.

Para que se tenha uma ideia, veja abaixo como essa tecnologia facilita a execução dos projetos de implementação de sistema de energia fotovoltaica em edifícios novos.

Orientação do grau de inclinação dos painéis solares

Graças às informações apuradas pelo BIM sobre a estrutura física de uma casa ou prédio, os arquitetos que trabalham na instalação dos painéis solares saberão rapidamente, e com profunda exatidão, qual a melhor posição para que estes sejam instalados, considerando a inclinação dos telhados.

Horas de sol

Embora as grandes cidades do Brasil recebam, em geral, muitas horas de sol por dia, algumas áreas sofrem com grande sombreamento. Ou seja, não são iluminadas com tanta frequência. Isso pode acontecer, por exemplo, caso existam edifícios altos ao redor de uma casa ou prédio.

O sombreamento pode prejudicar o funcionamento do sistema fotovoltaico instalado já que, para garantir o abastecimento da residência ou edifício, a placa solar precisa receber muito sol.

Com o uso do BIM na elaboração do projeto, o arquiteto já consegue saber se a área que está sendo construída recebe muito sol ou está localizada em uma região de intenso sombreamento, tornando mais fácil a decisão de instalar ou não um sistema fotovoltaico.

Veja também

Layout do projeto

Os dados fornecidos pelo BIM permite aos arquitetos também avaliar o layout do projeto fotovoltaico instalado na casa ou edifício, verificando se este “conversa” com os demais elementos presentes na edificação.

Desta forma, a energia gerada pelas placas solares poderá ser aproveitada em toda a unidade, garantindo assim o bom abastecimento energético da residência.

Orçamento

O custo da implementação de um projeto fotovoltaico é um dos grandes entraves para a popularização dessa tecnologia, já que muitas pessoas se assustam com a quantia a ser investida para converter seu sistema de geração de energia

Contudo, com a utilização do BIM é possível elaborar um orçamento completo, considerando todas as variáveis no momento da instalação das placas de energia solar que poderiam encarecer ainda mais a obra.

Além disso, as informações armazenadas ali possibilita aos engenheiros e arquitetos planejarem outras etapas da conversão, como a instalação e a escolha do tipo de cabeamento, o módulo e outros elementos utilizados no sistema.

Elaborar um cronograma de trabalhos físicos

A gama de informações que podem ser armazenadas no BIM é tamanha que permite, ainda, que a equipe envolvida na implementação de painéis solares na arquitetura planeje seu cronograma de trabalhos físicos.

É possível saber com exatidão quanto tempo durará cada processo, e quantos profissionais estarão envolvidos durante cada momento até que o sistema esteja completamente instalado e em funcionamento.

A energia solar ainda está engatinhando no Brasil, mas possui grande potencial de popularização, afinal o país possui áreas intensamente iluminadas. E, com a quantidade de energia gerada e a economia proporcionada será possível recuperar em pouco tempo o dinheiro investido para a implementação da tecnologia.

 

 

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