Tijolo Ecológico: Como fazer, preço, vantagens!

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A maior parte das obras de Construção Civil acaba por provocar impactos na natureza. Afinal, são utilizados diversos insumos, que geram entulho ao fim do processo. Produtos químicos também podem estar presentes na construção, aumentando esse potencial de poluição. Sempre há, no entanto, opções para diminuir parte dos impactos. É o caso do tijolo ecológico, bastante interessante à natureza.

O tijolo ecológico é um material produzido por meio da mistura entre água, cimento e terra. O solo utilizado é arenoso, e pode ser basicamente retirado de qualquer lugar. Isso elimina a necessidade de uso de materiais de área de preservação permanente. Como é o caso da argila, encontrada em mananciais.

Sua composição pode contar também com fibras de coco ou bagaço da cana, que seriam descartados pela agroindústria. Assim como com resíduos de outras construções.

Essa é a primeira característica ecológica do recurso. Reaproveitando produtos que seriam descartados na natureza, ele diminui o impacto sobre ela.

Outro cuidado com o meio ambiente está em seu processo de fabricação. Ela é realizada por prensagem, uma técnica que não elimina gases poluentes no ar. Outros tipos de tijolos, por outro lado, são cozidos em forno, liberando gases. Nesse caso, ainda consomem madeira, que pode ser preservada com o ecológico.

Os resíduos gerados nesse processo podem ser aproveitados em outros tijolos, diminuindo ainda as sobras que o material poderia criar. Continue acompanhando e descubra mais sobre o tijolo ecológico!

Tijolo ecológico

Tijolos ecológicos podem ser encontrados no mercado em diferentes formatos e tipos. Quanto ao formato, é possível citar três principais: o modular, em forma de retângulo; o meio tijolo, menor; e o canaleta, composto apenas por bordas e um grande espaço entre elas.

Geralmente, o tijolo canaleta é utilizado como verga ou contraverga de porta e janelas. Ou seja, como pequenas vigas para a distribuição de cargas destas estruturas. Canaletas também funcionam bem para a passagem da instalação elétrica e hidráulica de um imóvel.

Já os tipos do tijolo dizem respeito ao seu modo de fixação. O consumidor pode encontrar, por exemplo, aquele que tem encaixe feito com argamassa. Há os que possuem sistema de encaixe, e os que podem ser fixados com cola PVA e argamassa polimérica.

Todas essas especificações são definidas no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A entidade regula, inclusive, a qualidade de cada tijolo, uma vez que eles precisam ser seguros e duráveis. Caso não sejam, as peças poderão tem que ser substituídas em pouco tempo Além de demandarem novo gasto, então, perderão seu aspecto ecológico. Afinal, caso a troca seja necessária, serão criados resíduos, aumentando o impacto ambiental.

Uma peça mal modulada, por exemplo, pode se quebrar. Mesmo durante o manuseio durante a construção. Assim, haveria desperdício, resíduos e, claro, gastos a mais. Por isso, antes da compra do material, avalie se a marca oferece produtos estudados pelo Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat). A avaliação indica o desempenho do tijolo, seu grau de toxidade, capacidade termoacústica e outros.

Tijolo ecológico: como fazer

A produção de tijolos ecológicos é geralmente feita por fábricas especializadas. Isso porque as empresas conseguem realizar maior controle de qualidade do resultado, garantindo segurança e qualidade. No entanto, também é possível realizar a produção das peças no canteiro de obras. Nesse caso, basta apenas contar com profissional especialista no assunto. Ele vai conhecer as medidas e método correto da produção.

Iniciando a produção, o profissional irá escolher o solo a ser utilizado. Qualquer tipo de solo pode ser usado para a produção de tijolos ecológicos. Porém, o mais benéfico é o solo arenoso. Ele geralmente possui cerca de 60% a 80% de areia, e de 20% a 40% de argila. As características melhoram a capacidade do material em absorver a umidade.

Escolhido o solo, é preciso prepará-lo. Caso possua torrões, ou seja, partes duras e secas, o solo deverá ser triturado. Existe máquina específica para essa etapa, que poderá otimizar o tempo do processo.

Em seguida, pode ser necessário peneirar a terra. Isso é feito em situações em que o solo apresenta folhas, galhos, pedras ou sujidade. O solo triturado e peneirado, então, deverá ser misturado ao cimento. A proporção média comum é de 10% a 15% de cimento na mistura. De qualquer modo, as proporções podem variar de acordo com o tipo de solo e a quantidade de tijolos a serem produzidos.

Palha, bagaços de cana ou ingredientes semelhantes também podem ser acrescentados. Depois, é preciso umidificar a mistura, inserindo água de forma gradual. Isso vai evitar que o produto se umedeça demais, o que demandaria mais porções dos outros ingredientes.

Para verificar a umidade correta, basta apenas apartar a mão na massa, de forma enérgica. Caso seja formado relevo nítido na mistura, mostrando a marca dos dedos. Ela estará pronta para a secagem.

Passo a passo da produção manual

Vamos especificar melhor o processo de produção do tijolo no canteiro de obras. Primeiro, é preciso espalhar o solo em uma superfície lisa. Ela deve ser impermeável, e o solo deve formar entre 20 cm e 30 cm de espessura.

Logo depois, é necessário acrescentar o cimento. Para esse início, é interessante manter a proporção de 15% de cimento no composto. Caso não seja suficiente, você poderá acrescentar pouco mais posteriormente. Solo e cimento devem ser misturados de modo que a coloração se torne uniforme.

Na hora de umidificar os sólidos, a água deve ser inserida aos poucos. Para isso, é possível utilizar um regador, ou mangueira de água. Misture novamente, até obter a consistência ideal, citada anteriormente.

Depois, o composto deverá ter criado grumos. Dessa forma, é interessante triturá-lo, para que tenha maior capacidade de modelação. Para finalizar, a mistura deverá ser inserida numa máquina de produção de tijolos. No equipamento, o produto será compactado e seco.

Tijolo ecológico: vantagens

São muitas as vantagens do tijolo ecológico. Sem dúvida, a principal é a sustentabilidade. Como já citado, o material não requer o uso do forno para produção. Isso elimina a emissão de gases poluentes no ar. Além disso, ele não cria muitos resíduos, diminuindo o impacto ambiental do material.

Como os blocos são bastante fáceis de encaixar, eles tornam a construção mais rápida. Especialmente se comparada com o uso de tijolos de alvenaria, mais comuns nas obras. A estrutura com tijolo ecológico é ainda mais resistente.

Ao mesmo tempo, esse tipo de material tem ótima capacidade termoacústica. Isso significa que a temperatura do ambiente é sempre agradável: no inverno, se mantém mais quente; no verão, torna-se mais fria. Assim, se manter dentro de casa é aconchegante mesmo que a temperatura climática seja extrema.

Já sua característica acústica evita que sons entrem ou escapem em demasiado do imóvel. Isso torna a opção ideal para salas comerciais e edifícios. Afinal, nestes locais as paredes funcionam como divisórias entre vizinhos.

Visual e economia

Visualmente, o tijolo é igualmente interessante. Mais “delicado” que peças de alvenaria, a opção permite facilmente decorar qualquer ambiente. Ou seja, não é realmente necessário cobrir a parede com gesso, cimento ou outros. O acabamento exposto dos tijolos cria um aspecto aconchegante, ou até rústico, no cômodo.

Existe ainda a incrível economia que as peças proporcionam. Cada peça de tijolo ecológico é mais cara do que blocos de alvenaria ou de concreto. A economia, no entanto, é realizada devido ao pouco uso de materiais de “colagem”. Como pregos, madeira, argamassa e outros. Afinal, o tijolo ecológico tem facilidade de ser encaixado.

Outro aspecto considerado para a economia são as instalações elétricas e hidráulicas do imóvel. Como há a opção de tijolos canaletas, canos e instalação elétrica podem ser inseridos no buraco já existente. Assim, não é necessário quebrar a parede para a instalação dessas importantes estruturas. Ao fim, a economia em relação a uma obra tradicional pode chegar a 40%!

Em relação aos preços, o tijolo ecológico é mais em conta que o tradicional, podendo representa uma economia de até 40%. A economia quanto à quantidade do uso de tijolos também é grande. Geralmente, usa-se mais ou menos 50% menos tijolos ecológicos do que tijolos de alvenaria ou concreto, numa construção “comum”. Isso porque o tijolo de alvenaria tem tamanho correspondente à metade de uma peça ecológica.

Tijolo ecológico: desvantagens

Apesar de todas essas vantagens, o tijolo ecológico possui dois inconvenientes. O primeiro está em sua instalação. Para realizá-la, o profissional deve conhecer bem o material, incluindo suas normas técnicas. Isso significa que nem todos os pedreiros podem manuseá-lo.

Outro problema a ser considerado é a umidade do ambiente da construção. Quando o clima do local é úmido, os tijolos não são os mais indicados. Afinal, eles tendem a reter umidade, e podem dificultar tanto a construção, quanto a manutenção da edificação.

Tijolo ecológico: casas

Casas feita de tijolo ecológico costuma possui ótima visual. Isso uma vez que as peças podem ficar aparentes, criando um aspecto aconchegante ou rústico, dependendo da cor de tijolo escolhida. No entanto, caso deseje, você também pode rebocar as paredes, mantendo o acabamento de imóveis “comuns”.

Primeiro, você pode utilizar gesso. A alternativa é das mais baratas, e funciona bastante bem para pintura posterior. Em segundo lugar, você pode optar por um reboco mínimo, de aproximadamente cinco milímetros. A pintura também pode ser realizada aqui.

No caso de revestimentos cerâmicos, o assentamento dos quadrados deve ser feito diretamente sobre os tijolos. O posicionamento dos azulejos pode ocorrer por meio do cimento ou cola.

É importante destacar, no entanto, que o tijolo ecológico não tem função estrutural. A estabilidade da edificação deve ser feita por meio de colunas e cintas de amarração. Os recursos são distribuídos ao longo das paredes, formando uma espécie de estrutura de concreto armado.

As colunas ficam embutidas dentro dos furos dos tijolos. São posicionadas em intervalos fixos, geralmente de um metro cada, ou de acordo com o projeto estrutural. Nas quinas e encontro das paredes, as colunas aparecem amarradas por grampos. As colas e resinas utilizadas em todo o processo devem ter análise da FISP (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico). O dado é fornecido pelo fabricante, e garante a saúde do profissional que está utilizando o material.

Tijolo ecológico: medidas

As medidas de tijolos ecológicos podem variar de acordo com a forma das peças. O mais comum, no entanto, é o modular, retangular, e que funciona para o erguimento das paredes. Esses têm medidas padrão de 25 cm de comprimento, 12,5 cm de altura, e 7 cm de profundidade. Cada tijolo ainda possui cerca de 3,2 kg de peso. Por metro quadrado da construção, comumente são necessários 57 tijolos.

Todas essas medidas são utilizadas para estabelecimento do projeto de construção. Afinal de contas, é fundamental contar com bom planejamento do seu imóvel. É ele quem vai definir os materiais e quantidades necessárias para erguimento das paredes, instalações elétricas e hidráulicas, fundação e mais.

Ademais, o responsável pelo projeto deve ter atenção à retração e dilatação do tijolo. As mudanças ocorrem devido a alterações climáticas, e podem criar trincas e fissuras. Nesse caso, é fundamental executar a construção mantendo cerca de 1,5 milímetro entre cada peça. Assim, as mudanças climáticas não vão “empurrar” um tijolo contra o outro, criando pressão exagerada.

Vãos de portas e janelas ainda precisam ser calculados como múltiplos do comprimento do tijolo. Isso facilita bastante seu posicionamento.

Tijolo ecológico: preço

O preço do tijolo ecológico varia de acordo com a região do país. É possível encontrá-lo, geralmente, por uma média de R$ 0,63 a R$1. O preço do milheiro, no entanto, costuma ser menor, pois o consumidor costuma obter desconto no momento da compra.

Por isso, é importante saber exatamente a quantidade de tijolos que será utilizado na obra. Importante ainda comprar uma pequena quantidade a mais que o previsto, para o caso de haver quebra ou desperdício. A quantidade pode ser melhor definida pelo engenheiro ou arquiteto da sua obra.

Lembre-se de sempre consultar seu arquiteto, antes mesmo do início da sua construção. Ele será o responsável pelo planejamento de toda a obra, e a te auxiliar no momento de compra dos materiais necessários.

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