Como Cuidar de Orquídeas? Aprenda a Cultivar essa Planta

Orquídeas são algumas das flores mais belas e delicadas que existem. Com alto grau ornamental, a planta é uma das preferidas pelos apaixonados pela natureza. E também por quem deseja dar um colorido especial ao lar. No entanto, é fundamental saber como cultivar orquídeas corretamente.

Tal como são belas, as orquídeas são trabalhosas de se cultivar. Seu crescimento e manutenção merece sempre atenção e cuidados especiais. Afinal, a maior parte das espécies da planta é epífita, ou seja, cresce presas em árvores. Essa característica permite à flor obter facilmente todos os nutrientes de que precisa da própria árvore.

O cultivo de orquídeas em casa, porém, ela não terá um caule do qual se “alimentar”. O plantio doméstico é feito em vasos, e precisa oferecer condições bastante semelhantes às encontradas pela planta na natureza. É aí que entra a necessidade de se dedicar à planta, e ter prazer neste hobby. Do contrário, dificilmente as flores vão crescer fortes e bonitas.

Informações básicas sobre orquídeas

Existem mais de 200 variedades de orquídeas no mundo. Grande parte delas é híbrida, ou seja, foi criada pelo Homem a partir do cruzamento de várias espécies da planta. De forma geral, a flor possui folhas de um verde intenso, quase brilhante, que indica sua saúde.

Já as cores da planta são as mais variadas. Suas pétalas aparecem em tons de roxo, branco, rosa, vermelho e muito mais, variando com a espécie cultivada. Sua floração também varia de acordo com a espécie, mas para ocorrer precisa contar com variação de temperatura entre o dia e a noite. A variação ideal é de 8° C.

Como citado anteriormente, as orquídeas requerem intensos cuidados para se desenvolver. Algumas delas, no entanto, são mais simples de cultivar. Como as Pleione, Phalaenopsis, Cattleya, Bletilla, Cymbidium, Odontoglossum e Paphiopedilum.

Para crescer saudável, as flores cultivadas em casa absorvem nutrientes e água por meio de sua planta-base. Neste caso, os substratos preparados especialmente para o plantio. Por isso, aliás, as espécies devem ser plantadas em vasos: suas raízes são aéreas, e não conseguiriam obter o que precisam se plantadas no solo.

Na hora do cultivo das orquídeas, você pode optar por realizar a plantação a partir das sementes. Assim, será possível acompanhar todo o processo de crescimento do espécime. Esse método, no entanto, é mais difícil, e requer cuidados redobrados. Logo, é mais interessante começar sua plantação por meio de uma muda.

Onde se encontram as Orquídeas

Embora estejam por quase toda parte do planeta, a sua distribuição geográfica é ainda bastante irregular. Mas por serem um grupo tão diverso, também apresenta adaptações variadas aos mais diferentes climas e multiplicidade de agentes polinizadores presentes em cada região.

Assim, as orquídeas pertencem a uma família de ciclo evolutivo bastante ativo, espalhadas em todos os continentes, exceto na Antártida por causa do clima, predominantemente nas regiões tropicais, em áreas montanhosas que servem de barreiras naturais para o isolamento das diversas espécies.

Sendo assim, podemos encontrar orquídeas em ilhas, em áreas continentais do sudeste asiático e regiões montanhosas e Andina da Colômbia e Equador. Outro local de grande diversidade de espécies seria o Escudo das Guianas na Venezuela ou a mata Atlântica brasileira.

Outras áreas importantes são as montanhas ao sul do Himalaia na Índia e China, as montanhas da América Central e o sudeste africano, na Ilha de Madagascar.

A Colômbia, por sua vez, é o país com o maior número de espécies registradas, seguida pelo Equador, Nova Guiné e Brasil. Entre outros, Bornéu, Sumatra, Madagascar, Venezuela, Costa Rica, Peru e Bolívia. Entre os continentes podemos dividir a sua distribuição, de acordo com o seguinte:

  • Eurásia – entre 40 e 60 gêneros
  • América do Norte – entre 20 e 30 gêneros
  • América Latina – entre 300 e 350 gêneros
  • África tropical – entre 125 e 150 gêneros
  • Ásia tropical – entre 250 e 300 gêneros
  • Oceania – entre 50 e 70 gêneros

Como Cuidar e Cultivar Orquídeas – Passo a passo!

O primeiro e dos mais importantes passos para cultivar uma orquídea é comprar uma muda. Ou, se você é aquele que chegou aqui porque diz: ganhei uma orquídea, como devo cuidar?

Importante: nós orientamos, nunca coletar uma planta na mata. Inicialmente porque, em muitos casos, aquela espécie encontra-se ameaçada.

Afinal, ao longo dos séculos, muitas de suas amostras foram retiradas da natureza, o que diminuiu sua quantidade no ambiente. Dessa forma, tirar mais um espécime da natureza poderia prejudicar sua preservação.

Outro fator importante, nesse caso, refere-se à saúde da planta. Quando está em seu ambiente natural, a orquídea se adapta e obtém exatamente os nutrientes necessários para combater pragas e fungos. Se deslocada para um vaso, no entanto, ela terá que se readaptar. Assim, seu combate às pestes ficará comprometido. O resultado mais comum é que a planta morra antes mesmo de conseguir “vingar” no novo substrato.

É igualmente importante escolher a espécie de orquídea adequada à sua região. Algumas flores requerem clima tropical. Outras, precisam do frio mais intenso para se desenvolver corretamente. Assim, apenas a que se adapta ao clima do seu lar deve ser cultivadas. Para isso, você pode visitar a floricultura mais próxima e solicitar auxílio do especialista. Ele saberá indicar a planta adequada de acordo com a temperatura comum de sua cidade.

Além disso, é interessante cultivar mais de um tipo de orquídea de uma só vez. Isso porque as plantas florescem apenas duas vezes ao ano, e cada espécie em uma época diferente. Por exemplo: para sempre ter seu espaço florido, você pode obter a espécie A, que floresce mais comumente em janeiro e junho; a espécie B, que tem flores em fevereiro e julho; a C, que desabrocha em março e agosto, e assim por diante.

Como fazer o plantio por semente

Como abordamos, o cultivo de orquídeas também pode ser feito por meio de suas sementes. Apesar de mais complicado, muitas pessoas preferem esta opção, uma vez que ela garante maior dedicação ao hobby.

Nesse caso, o consumidor precisa adquirir todo o necessário para o plantio (vaso com furos, substrato, adubo) e as sementes. Aqui, o vaso deve ser preparado como no plantio com muda. No momento em que a planta seria inserida, no entanto, deve-se utilizar apenas poucas sementes. Elas devem ser “plantadas” no substrato, e receber fertilizante em seguida.

Quando a planta, então, desenvolver raízes, é necessário retirá-la do vaso e dividir suas raízes. Essa criação das mudas vai garantir que vários espécimes se desenvolvam. Necessário ainda investir mais no substrato logo após a transferência.

Como adubar as orquídeas?

Existem diversos tipos de produtos ideais para a adubação das orquídeas, e cada um é indicado para uma fase diferente para o crescimento das plantas. Existem tanto versões químicas, que requerem maior cuidado, quanto orgânicas.

A muda de orquídea, por exemplo, pode ser fertilizada por meio do adubo DUBO 08-45-14. Ele ajudará a planta a crescer e a se enraizar. Mudas também podem receber uma colher de chá de farinha de osso mensalmente. O componente deve ser inserido na beirada do vaso, e vai fortalecer o crescimento da flor.

Para o desenvolvimento das folhas e da floração, são indicados os adubos minerais com formulação NPK. Eles são práticos e baratos, e fornecem Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) à planta. Devem ser utilizados, no entanto, em conjunto com adubos orgânicos.

Veja também: Adubo caseiro para orquídeas: veja 4 incríveis receitas!

Os adubos orgânicos são aqueles obtidos por meio de resíduos vegetais e/ou animais. As plantas possuem maior facilidade em absorvê-los. Além da farinha de osso, é possível utilizar a torta de mamona e o Bokashi. O Bokashi é um fertilizante composto pela mistura de vários adubos orgânicos.

Independentemente do tipo de fertilizante escolhido, é importante respeitar sua regularidade. Ao contrário do que se imagina, o adubo exagerado pode matar a planta, em vez de nutri-la mais.

Neste caso, é indicado realizar a adubação apenas uma vez por mês. Isso porque as versões naturais de fertilizante demoram tempo para se decompor, garantindo nutrientes por um grande tempo. Muitas pessoas acabam exagerando na adubação, o exagero poderia acumular muitos gases, liberados pela decomposição, e “sufocar” as raízes das orquídeas.

Já os adubos químicos podem ser aplicados geralmente a cada 15 dias. Cada tipo do produto, de qualquer forma, possui tempo adequado diferente. Assim, é importante verificar as instruções do fabricante e segui-las à risca.

orquidea amarela

Adubos químicos

Orquídeas não estão naturalmente acostumadas a adubos químicos. Logo, é fundamental redobrar o cuidado com a aplicação desse tipo de componente. Do contrário, a planta pode facilmente morrer.

Portanto, é interessante utilizar apenas adubos químicos que sejam solúveis em água. Essa característica vai garantir que a planta receba apenas ao necessário da substância. Adubos granulados tendem a causar queimaduras nas raízes da orquídea.

Para preparar o adubo, você deve realizar um processo semelhante ao de coar café. Assim, deverá primeiro selecionar a garrafa em que será inserido borrifador. Em seguida, coloque um filtro de café sobre a boca da garrafa. É preciso inserir algumas colheres do produto no filtro, e então passar a água por ele. Os fabricantes especificam melhor as quantidades ideais nas embalagens.

Este processo vai evitar que o borrifador seja obstruído pelos grãos de produto químico. Também vai diluir o componente, garantindo que eles sejam utilizados na quantidade que a planta suporte. Depois, basta borrifar toda a planta com a mistura.

Além destes, existem no mercado opções de “Misturas”, ou seja, adubos que possuem componentes orgânicos e minerais, juntos. As misturas têm bastante versatilidade, e podem oferecer quantidade ainda mais interessante de nutrientes à planta.

Cuidados com as orquídeas

Finalizado o processo de plantação da muda, ou semente, a orquídea vai crescer. Mas não sozinha: além da necessidade de adubação contínua, são necessários outros cuidados com a planta. Como o promover de sua irrigação regular.

Orquídeas devem ser irrigadas sempre que for necessário manter o vaso úmido. O intervalo entre cada regagem varia pela temperatura do ambiente. Por isso, é necessário acompanhar de perto a quantidade de água no vaso: caso ele já esteja seco, é hora de molhar a flor novamente. De qualquer modo, costuma ser necessário irrigar a cada três dias.

Contudo, o vaso não deve ser encharcado. O excesso de água pode matar a planta. Assim, não é indicado inserir nenhum pratinho sob o vaso. Ao acumular água, o prato poderia provocar o apodrecimento das raízes.

Ao mesmo tempo, permitiria a proliferação principalmente do Aedes Aegypti, transmissor de doenças como a Dengue e o Chikungunya. Logo, deve-se deixar a planta escorrer a água pelos buracos do vaso de barro.

Ainda é preciso oferecer à orquídea a luminosidade ideal. A planta deve ser sempre banhada pelo sol, mas apenas em dois momentos do dia. Primeiro, pela manhã, até as 9h. Depois, no fim da tarde, após as 16h. Essa luz é essencial para o florescimento do vegetal. No entanto, a exposição contínua e ininterrupta ao sol é bastante prejudicial.

Uma orquídea também precisa contar com um ambiente arejado. Isso não significa, no entanto, colocá-la sob ventos fortes. A ventilação exagerada pode quebrar a planta.

Para manter a flor vida, o consumidor deve mudá-la de vaso, transplantá-la, a cada três anos. Isso vai garantir a renovação do espaço e dos nutrientes à flor.

Principais erros ao cultivar orquídeas

Quem cultiva orquídeas, mas anda “desavisado”, costuma cometer erros básicos. Erros estes que comprometem o desenvolvimento e a beleza da flor, e até o próprio bolso.

É comum, por exemplo, que as pessoas descartem toda a muda de orquídea após algumas floras. Afinal, a planta morre após certo período, certo? Errado! A maior parte das espécies de orquídeas pode florescer a partir de suas antigas hastes. Por isso, em vez de jogá-las fora, você pode continuar a irrigá-la e adubá-la. Com o tempo, ela irá gerar uma nova flor.

Todavia, apenas hastes verdes devem ser mantidas. Caso o cabinho esteja seco, é preciso podá-lo. Para a poda, são necessários ainda dois cuidados importantes.

Primeiro, é necessário esterilizar a tesoura que será utilizada. Isso pode ser feito por meio de um maçarico, ou pela chama de um fogão. Em seguida, o consumidor deve esperar a lâmina esfriar, utilizá-la para a podamento, e esterilizá-la novamente para o corte de outra planta. Essa nova “limpeza” vai evitar a transmissão de doenças de um vegetal para o outro.

Em segundo lugar, a planta precisa receber cicatrizante logo após a poda. O método vai ajudar em sua recuperação. Entre os cicatrizantes naturais, o mais eficaz é a canela em pó, que deve ser aplicada apenas na haste cortada.

Outro desacerto comum acontece em relação ao vaso da planta. Como dito no início deste texto, é sempre importante inserir as plantas em vasos de barro, ou em xaxins. Mantê-las em recipientes de plástico vai impedir seu desenvolvimento.

Em algumas situações, a planta extrapola o limite do vaso. Porém, isso não deve ocorrer: é importante que você mantenha a plantação ao menos dois dedos abaixo da superfície do vaso.

Atenção aos sinais!

Finalmente, todo cultivador de orquídeas deve ter atenção ao visual de sua planta. Cada tipo de modificação indica um problema diferente que, se cuidado a tempo, pode garantir a sobrevivência da flor.

Pontos pretos na folhagem por exemplo, costumam indicar a falta de água, de nutrientes ou a queimadura pelo sol. Assim, é preciso analisar em qual desses aspectos o vegetal está sendo prejudicado, e consertá-lo.

Folhas enrugadas, por sua vez, indicam a falta de água, enquanto buracos nas folhas são sinal de ataques por fungos. Com a folhagem escura, a planta indica que está recebendo pouca luz. Se o bulbo do vegetal estiver encolhido, a orquídea provavelmente está convivendo com água e nutrientes insuficientes.

Com a presença de folhas amarelas, o problema é o excesso de água, ou então a falta de nutrientes. Por fim, manchas geralmente indicam ataques de fungos ou bactérias. Nestes casos, você pode tentar resolver o problema utilizando detergente diluído em água. A mistura deve ser utilizada para lavar as folhas e raízes. Após o processo, você precisa colocar a planta 24h na sombra, lavá-la e replantá-la. Caso não seja possível plantá-la em outro vaso, lave o que você já possui com bastante água, sabão e cloro.

Como combater as pragas?

Uma das piores coisas que podem acontecer com as suas orquídeas é elas serem atacadas por pragas e doenças que podem matá-las. Para evitar, fique sempre atenta à sua aparência, além de manter os cuidados necessários.

Caso não consiga evitar, existem diversas maneiras de acabar com elas. O primeiro passo para se livrar das pragas é identificando o seu tipo para realizar o tratamento mais adequado. São muitos os tipos de pragas e doenças que as orquídeas podem ser expostas, sendo as seguintes as principais:

Podridão negra:

Os fungos são bastante comuns, e normalmente causados pela umidade. Eles causam manchas de cores escuras na planta. A podridão negra é a mais comum e a doença mais perigosa que pode atingir as orquídeas. Seu ataque é rápido e violento, inicialmente pelo sistema radicular (rizomas, pseudobulbos e gemas) e depois partindo para as folhas.

O fungo penetra na planta, gerando uma proliferação acentuada dos micélios, que rapidamente toma conta do vegetal por completo através de massa pardacenta com odor desagradável. Normalmente, costuma aparecer no inverno, em ambiente úmido.

Para combater a podridão negra, deve-se isolar todas as plantas contaminadas do ambiente, queimas as que tiverem completamente contaminadas, incluindo o substrato. Em seguida, limpar o vaso por imersão em solução de hipoclorito de cálcio, a 10%. Se for possível, salve algumas mudas cortando alguns pedaços, se desfazendo do restante.

Por fim, mantenha todas as outras plantas com um bom espaçamento e bem ventiladas, interrompendo as regas por até 30 dias. Além disso, banhe as plantas por imersão em solução de 1:50 litros de água sanitária, durante 30 minutos.

Cochonilhas

As cochonilhas não são fungos, mas insetos sugadores de coloração parda clara ou escura ou branca, que se reproduzem de forma muito rápida. Eles se alimentam das raízes das plantas, sugando a seiva do vegetal, podendo matar as orquídeas.

Nesse processo, são capazes de criar uma camada na planta que dificulta ainda mais na sua eliminação. Como conseguem se implantar profundamente na planta, você deverá replantá-la para ter uma melhor visão de onde elas estão e aí eliminá-las.

Para combatê-las, pulverize a planta com inseticidas à base de Tamaron, Diazinon, Malatol, ou ainda adesivo Esapon e óleo miscível.

Pulgões

Os pulgões são outro tipo de inseto que ataca as plantas, podendo ter várias cores, como amarelo, preto e branco. Geralmente, eles impregnam as folhas novas, sugando os nutrientes necessários. Para tratar, utilize um inseticida ou procure por uma receita natural.

Besouros

Besouros costumam mastigar e roer as folhas das orquídeas, os mais comuns são o Diorymerellus lepagei e o D. minensis e Mordelistena cattleyana.

Vespas

As vespas depositam seus ovos nas raízes da planta, se multiplicando rapidamente na mesma orquídea, necessitando eliminar a parte afetada.

Caracóis

Os caracóis também se alimentam dos nutrientes da planta, geralmente encontrados nas raízes delas. O ataque dos caracóis deixam pequenos furos nas folhagens.

Gafanhotos

Apesar de não serem considerados uma praga, gafanhotos também podem prejudicar as plantas com seus ovos depositados no solo. Ao nascerem, se alimentam das orquídeas. Mas como são grandes, são também fáceis de identificar e de retirar.

Insetos benéficos para as orquídeas

Como vivemos em uma cadeia alimentar, no qual cada ser depende de outros para a sua sobrevivência, as plantas e os insetos também fazer parte do processo.

Ou seja, apesar da existência de pragas e fungos, há insetos que não prejudicam as plantas, e pelo contrário, trazem muitos benefícios, como protegê-las desses tipos de pragas naturalmente.

É muito importante saber da existência desses insetos e como identificá-los para não eliminá-los equivocadamente. É o caso da joaninha e das aranhas, que ajudam as orquídeas por se alimentarem de algumas pragas prejudiciais à planta.

As libélulas também são um tipo de inseto que também se alimenta de algumas pragas, mas que possui uma visão excelente contribuindo para avistar as pragas nas plantas.

orquidea branca no vaso

Como cultivar de orquídeas em vasos?

Existem dois passos fundamentais que todo cultivador deve tomar antes mesmo de adquirir uma muda de orquídea. São eles: adquirir vaso e substrato adequado. Esses dois componentes são mais que fundamentais para o crescimento da planta.

O melhor tipo de vaso para plantação de orquídea é o de barro. Apesar de ser comum a plantação da espécie em vasos de plástico, eles não oferecem as condições adequadas ao crescimento da flor. As peças de barro, por outro lado, são mais que ideais: eles garantem alta absorção de água. Garantem também o enraizamento adequado do vegetal.

As peças de barro, porém, devem possuir furos laterais. Por meio destes furos, as raízes da planta poderão melhor se desenvolver e “respirar”. Ao mesmo tempo, os buracos serão os responsáveis por promover a drenagem do excesso de água.

Caso prefira, o consumidor também pode utilizar os chamados xaxins de palmeira como vasos. Os xaxins são recipientes produzidos com fibras orgânicas, livres de substâncias tóxicas ou químicas. Eles conseguem promover grande absorção de nutrientes pela planta.

Se você é um admirador das orquídeas, provavelmente já ouviu dizer o quanto o substrato é importante para seu cultivo. O substrato é o componente que vai oferecer nutrientes à planta, além de garantir sua umidade ideal. Ao mesmo tempo, o componente permite a sustentação da planta e sua boa aeração.

Todas essas condições deverão ser semelhantes às que a flor encontraria em seu habitat natural. Assim, é interessante utilizar como substrato fibras de coco, esfagnos e cascas de pinus. É igualmente possível utilizar a mistura entre areia, perlita e casca de alguma árvore.

fundo preto com orquidea rosa

orquidea rosa no vaso em cima da mesa

Como cuidar de cada tipo de orquídea

Agora que você já sabe como cultivar orquídeas e mantê-las fortes e bonitas, é hora de escolher a sua. São tantas espécies! Para te ajudar, listamos vários tipos de orquídeas neste texto. Acesse e escolha sua preferida!

Orquídeas Phalaenopsis

Orquídeas Phalaenopsis
As orquídeas Phalaenopsis é uma das espécies mais populares e fáceis de cultivar.

As orquídeas Phalaenopsis é um dos gêneros mais famosos e populares, pois a sua floração é uma das mais duráveis (até 90 dias), sendo muito indicada para os ambientes internos. Para cultivá-la, tente regar somente o substrato, evitando acumular água entre as folhas.

Veja o guia completo: Orquídea Phalaenopsis: Preço e Como Cuidar?

Orquídeas Oncidium

Orquídeas Oncidium
Orquídeas do gênero Oncidium como a Twinkle Jasmin adoram luz.

As orquídeas do gênero Oncidium, como a Chuva de Ouro possuem crescimento ascendente, e preferem o cultivo em placas. Elas também preferem uma luminosidade mais dosada e um sombreamento razoável. A sua floração pode durar entre 20 e 30 dias.

Veja o guia completo:  Orquídea Chuva de Ouro (Oncidium), Como Cuidar? Preço, Significado

Orquídeas-Bambu

A orquídea-bambu é uma espécie terrestre.
A orquídea-bambu é uma espécie terrestre.

As orquídeas-bambu são um gênero de orquídeas terrestres que são plantadas diretamente no solo. Elas formam touceiras de até 2 m de altura com folhas compridas e estreitas, e suas flores misturam tons de rosa e roxo, com floração típica no verão.

Orquídeas Cattleya

A orquídea Cattleya são uma das espécies mais cultivadas.
A orquídea Cattleya são uma das espécies mais cultivadas.

As orquídeas Cattleya são fáceis de cuidar, mas não são indicadas para ambientes internos, devendo ser cultivadas em árvores. Suas flores são grandes e vistosas que duram, em média, 15 dias.

Orquídeas Vandas

As orquídeas Vandas possuem cores muito variadas.
As orquídeas Vandas possuem cores muito variadas.

As Vandas são espécies que gostam de viver penduradas, em locais quentes e úmidos, mas deve-se evitar água acumulada. Sendo assim, elas preferem ser cultivadas em troncos de árvores ou treliças de madeira e não precisam de substrato. Suas flores duram, no mínimo, 30 dias.

Veja o artigo completo: Orquídea Vanda: Como Cuidar? Onde Comprar? Preço?

E aí, curtiu as dicas de como cuidar de orquídeas? Então agora você já pode cultivá-las em casa, no seu jardim e onde mais quiser. Aproveite para decorar a sua casa e volte para nos contar os resultados.

Como replantar orquídeas

Como fazer o replantio da orquídea? Vamos citar aqui algumas dicas, primeiro você deve verificar como ela foi plantada originalmente. Verifique antes também se ela está saudável, sem doenças, partes podres, manchas nas folhas e se o substrato está velho ou se as raízes estão apodrecendo.

Caso ela apresente qualquer um desses requisitos é hora de replantá-la para começar a cuidar novamente dela de forma mais adequada. O mais importante agora é definir o seu local, baseando-se em tudo o que foi dito acima.

Tenha em mente, que as orquídeas epífitas (90% das espécies cultivadas), preferem ser cultivadas nas árvores, mas também é possível cultivá-las em vasos, desde que respeitadas algumas condições.

Nesse caso, descobrir o tipo de vaso ideal para a sua orquídea e se ela cabe dentro dele é fundamental, mas a escolha vai depender muito do ambiente em que a planta irá ficar.

Vaso para orquídeas

Todo tipo de vaso é bem-vindo no caso das orquídeas, sema eles de plásticos, madeira, cerâmica, de barro cozido, de materiais recicláveis ou mesmo de xaxim de palmeira, que é feito a partir de fibras orgânicas e não contém substâncias químicas ou tóxicas. Tudo vai depender do tempo que você tem para se dedicar à planta e do tamanho dele em relação à ela.

Geralmente, os de plástico retêm mais umidade por mais tempo e têm a vantagem de serem mais leves e mais baratos. Os de cerâmica permitem um melhor arejamento do substrato, além de secarem mais rápido.

Existem também algumas opções de barro específicas para orquídeas, mais largos e com furos nas laterais. A Cattleya, por exemplo, vai bem em vasos de barro, plástico e caixas de madeiras. Já a Phalaenopsis faz fotossíntese pelas raízes, por isso precisa ser plantada em vasos transparentes. E a Dendrobium e Oncidium são espécies que podem ser cultivadas em qualquer vaso.

O tamanho é importante, pois ele nunca deve ser grande demais. O tamanho de vaso ideal é de pelo menos 2 cm a mais que o tamanho da planta. O mais importante é manter as raízes sempre arejadas, por isso os furos nos vasos que mantêm uma boa irrigação sem encharcar ou mofar.

Orquídeas raras

Dentre as milhares de espécies de orquídeas cultivadas no mundo inteiro, algumas delas são muito raras e custam uma pequena fortuna por isso. Seguem alguns exemplos abaixo:

  • Fredclarleara After Dark: esta espécie é uma híbrida desenvolvida por meio de vários cruzamentos com intuito de obter a coloração negra.
  • Dendrophylax lindenii: também conhecida como orquídea fantasma, a espécie possui uma aparência estranha por não possuir folhas, somente a flor e raízes.
  • Cattleya walkeriana: também conhecida como feiticeira, a espécie é totalmente brasileira e tem cores e formas exuberantes. Foi encontrada em meados das década de 60 e nunca mais outro exemplar foi achado na natureza. Seus exemplares comercializados podem ultrapassar algumas centenas de reais.
  • Paphiopedilum rothschildianum: a espécie é considerada a mais rara e também a mais cara entre as Paphiopedilum. No Brasil, a espécie é conhecida por “sapatinho”, devido ao formato da flor.

Vídeo pratico de como cuidar de orquídea

Como e onde comprar orquídeas

Quando bem cuidadas as orquídeas podem viver de 70 a 100 anos, desde que respeitando a iluminação, fertilização e irrigação adequada que elas necessitam. Por isso, além da beleza e exuberância dessas plantas, elas são capazes de durar quase que uma vida inteira quando bem cuidadas. Não é à toa que tanta gente adora.

Se você também adora orquídeas e quer começar a cultivá-las, pode adquirir um exemplar em uma floricultura ou até mesmo supermercados, a partir de uma muda de orquídea já adulta ou por meio de brotos aéreos que são emitidos por determinadas algumas espécies de orquídeas.

É importante ressaltar que não devemos NUNCA retirar mudas de orquídeas de ambientes naturais ou florestas, pois é crime ambiental.

O valor comercial de uma orquídea pode variar bastante de R$ 40,00 até R$ 200,00 ou até mais, dependendo do arranjo, vaso, espécie e até do local. No entanto, uma espécie rara como a Cattleya Leopold Trilabelo, pode ter um valor mais alto ainda. Algumas espécies de orquídeas bem caras são: Paphiopedilum rothschildianum, Feiticeira, Dendrophylax lindenii.

Mas a mais cara do mundo se chama Shenzhen Nongke, produzida por chineses e vendida por mais de 400 mil.

Existem diversas lojas online para comprar orquídeas, a mais conhecida é a Giuliana Flores.

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Mini Orquídea Rara Lilás
R$ 85,90

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Orquídea Chuva De Ouro Presente
R$ 159,90

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Glamurosas Orquideas Azuis
Por: R$ 337,90

Infográfico

infografico de orquidea

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