Orquídeas: O Guia Completo!

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Em se tratando de flores, as orquídeas são extraordinárias, altamente cobiçadas e uma das plantas mais presenteadas e cultivadas por muitos colecionadores e entusiastas.

Orquídeas pertencem à família Orchidaceae, uma das maiores famílias de plantas que existe, com uma enorme variedade de espécies. Por apresentarem formas variadas, cores e tamanhos, possuem características bastante peculiares e necessidades diferentes.

Apesar disso, suas únicas utilidades comerciais amplamente difundidas são o cultivo ornamental ou a produção de baunilha a partir dos frutos de espécies do gênero Vanilla, ainda limitado pela produção de uma versão artificial de custo bem mais inferior.

No caso do cultivo ornamental, por mais difícil que seja acreditar, devido tamanha variedade que vemos por aí, apenas uma pequena parcela das espécies é utilizada. Isso porque a grande maioria apresenta flores pequenas e folhagens pouco atrativas. Por outro lado, orquidicultores aproveitam as espécies mais vistosas para obter milhares de híbridos diferentes de grande apelo comercial.

Interessado? Saiba ainda que florescimento das orquídeas não depende apenas da época do ano, mas de suas preferências e necessidades particulares. Por isso, é preciso conhecê-las por seus nomes científicos e entender suas peculiaridades individuais, caso pretenda mantê-las saudáveis e floridas.

De um modo geral, orquídeas florescem uma vez ao ano durante a estação típica de cada espécie. Nesse período, a planta emite novos brotos que se propagam à medida que os mais velhos vão morrendo. Assim, o período de floração acaba consumindo muita energia dela, podendo até enfraquecê-la, sendo ideal alternar floração com crescimento.

Como vimos, o seu cultivo e manutenção são impressionantes e cheios de detalhes essenciais. Por isso, é normal surgirem dúvidas a respeito das orquídeas. Pensando nisso, criamos o GUIA COMPLETO abaixo para que você entenda tudo sobre o cultivo das Orquídeas de maneira bem fácil. Confira!

Orquídeas: O que é?

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As orquídeas são todas as plantas que compõem a família das Orchidaceae, pertencentes à ordem Asparagales. É uma das maiores famílias de plantas que existe com mais de 25 mil gêneros, correspondendo a cerca de 8% de todas as plantas com sementes.

Orquídea deriva do grego “órkhis” que significa testículo e “eidos” que significa aspecto ou forma; em referência ao formato dos dois pequenos tubérculos nas espécies do gênero Orchis, o primeiro gênero a ser formalmente descrito, derivando o nome da família inteira.

Como o próprio nome já diz, as orquídeas apresentam muitas formas variadas, de cores e tamanhos diferentes. Por conta de tantas espécies, elas são um desafio para a Biologia, por serem capazes de se reproduzirem a partir de seus descendentes férteis, produzindo híbridos férteis, com os quais ainda podem ser cruzados com outras espécies, produzindo novas gerações de híbridos férteis, mesmo sem a intervenção humana, apenas pela natureza. Sendo assim, há inúmeros híbridos entre espécies e milhares entre gêneros.

Mesmo que os números sejam incertos, estimam-se que existam 50 mil espécies de orquídeas, sendo que 20 mil delas são encontradas na natureza e outras 30 mil criadas a partir do cruzamento de espécies diferentes. Estimam-se ainda que mais de 5 mil orquídeas nativas ainda serão descobertas.

Como vivem as orquídeas?

De certa forma, as orquídeas são plantas muito resistentes e altamente adaptáveis, que podem viver em vários tipos de solos e ambientes: banhados, alagados, empedrados, em arbustos, tronco de árvores ou até mesmo na terra firme. Sendo classificadas de acorod com o seguinte abaixo:

  • Litófitas ou Rupículas: espécie de orquídea que vive sobre pedras ou materiais rochosos;
  • Epífitas: espécies de orquídeas que vivem no tronco de árvores;
  • Saprófitas: espécie de orquídea pouco cultivada, que vivem na sua maioria em solo terrestre.

Em sua maioria, orquídeas são epífitas e crescem sobre as árvores, usando-as como apoio em busca de luz. No entanto, não são plantas parasitas e apenas nutrem-se de material em decomposição que cai das árvores e acumulam-se em suas raízes.

Orquídeas podem ter muitas formas de reprodução. Na natureza, por exemplo, pela dispersão das sementes, e em cultivo pela divisão de touceiras, arbustos, semeadura in-vitro ou meristemas.

Onde se encontram as Orquídeas

Embora estejam por quase toda parte do planeta, a sua distribuição geográfica é ainda bastante irregular. Mas por serem um grupo tão diverso, também apresenta adaptações variadas aos mais diferentes climas e multiplicidade de agentes polinizadores presentes em cada região.

Assim, as orquídeas pertencem a uma família de ciclo evolutivo bastante ativo, espalhadas em todos os continentes, exceto na Antártida por causa do clima, predominantemente nas regiões tropicais, em áreas montanhosas que servem de barreiras naturais para o isolamento das diversas espécies.

Sendo assim, podemos encontrar orquídeas em ilhas, em áreas continentais do sudeste asiático e regiões montanhosas e Andina da Colômbia e Equador. Outro local de grande diversidade de espécies seria o Escudo das Guianas na Venezuela ou a mata Atlântica brasileira.

Outras áreas importantes são as montanhas ao sul do Himalaia na Índia e China, as montanhas da América Central e o sudeste africano, na Ilha de Madagascar.

A Colômbia, por sua vez, é o país com o maior número de espécies registradas, seguida pelo Equador, Nova Guiné e Brasil. Entre outros, Bornéu, Sumatra, Madagascar, Venezuela, Costa Rica, Peru e Bolívia. Entre os continentes podemos dividir a sua distribuição, de acordo com o seguinte:

  • Eurásia – entre 40 e 60 gêneros
  • América do Norte – entre 20 e 30 gêneros
  • América Latina – entre 300 e 350 gêneros
  • África tropical – entre 125 e 150 gêneros
  • Ásia tropical – entre 250 e 300 gêneros
  • Oceania – entre 50 e 70 gêneros

Taxonomia

Podemos dividir a família Orchidaceae em cinco subfamílias diferentes como abaixo:

1 – Apostasioideae, Reichenbach

Plantas com 2 gêneros e 16 espécies do Sudeste Asiático, de pólen pastoso ou farinoso sem polínias, com duas ou três anteras férteis linear-lanceoladas, folhas de bases embainhadas, estaminoide alongado e labelo similar às pétalas.

2 – Cypripedioideae, Lindley

Plantas com 5 gêneros e 170 espécies predominantes nas regiões temperadas. Possuem pólen pastoso ou farinoso sem polínias, com duas anteras férteis oblongas ou ovais, folhas de bases embainhadas, estaminódio em formato de escudo e labelo geralmente saquiforme.

3 – Vanilloideae, Szlachetko

Plantas 15 gêneros e 250 espécies na faixa tropical e subtropical úmida do globo, e leste dos Estados Unidos. Possuem pólen pastoso ou farinoso sem polínias, com uma antera fértil incumbente e folhas sem bases embainhadas.

4 – Orchidoideae, Lindley

Plantas 208 gêneros e 3630 espécies distribuídas em todo mundo, exceto nos desertos mais secos, no círculo Ártico e na Antártida. Possuem pólen coeso com polínias, uma antera fértil ereta ou tombada para trás e folhas enroladas claramente plicadas, raízes frequentemente carnosas.

5 – Epidendroideae, Lindley

Plantas com 500 gêneros e cerca de 20.000 espécies distribuídas sobre as mesmas regiões acima, embora existam algumas espécies subterrâneas no deserto australiano. Possuem pólen coeso com polínias, antera incumbente ou tombada para trás, com folhas plicadas e raízes raramente carnosas.

Como escolher uma Orquídea

Você já sabe que existem na natureza milhares de espécies diferentes de orquídeas, de diversas cores, aromas, formatos e características particulares, que as tornam espécies únicas.

A maioria delas é utilizada para fins ornamentais ou para outras utilidades, dependendo das suas características. A espécie Jumellea, por exemplo, é muito utilizada para a produção de tabaco e perfumes, enquanto a espécie Vanilla é amplamente utilizada na produção de baunilha.

Mas para fazer uma boa escolha, é necessário escolher uma espécie que irá se adaptar melhor à sua região. Em geral, as orquídeas florescem de uma a duas vezes ao ano, em diferentes épocas, de acordo com a sua espécie. Portanto, se você pretende ter sempre orquídeas floridas, você deve cultivar diferentes espécies, devido aos ciclos de floração distintos.

Mas tenha sempre em mente que cada espécie de orquídea vai precisar de cuidados específicos, necessitando de espaço e adubação correta para o seu devido desenvolvimento.

Entre as espécies mais fáceis de serem cultivadas, estão: orquídea Phalaenopsis, a Cattleya e a Paphiopedilum.

Como cultivar Orquídeas

>>> Veja aqui o guia completo de como cultivar orquídeas.

Apesar de resistente e boa adaptação, a planta é sensível e cada espécie demanda cuidados diferentes para que ela floresça e se mantenha sempre bonita e saudável. Para cultivar orquídeas, não são necessários muitos produtos químicos, mas o seu conhecimento sobre a espécie da planta é essencial para a sua sobrevivência.

Portanto, procure obter o máximo de informações sobre ela para não acabar prejudicando-a por intoxicação com produtos em excesso, regas demais ou insuficientes, adubação ou iluminação incorretas. Ou seja, ter noção do clima, rega, iluminação, ventilação, substratos, nutrientes e replantio fazem toda a diferença para sua planta vingar e florescer.

A atenção aos sinais que a planta costuma dar também é bastante importante para saber como ela está respondendo aos seus cuidados. Assim, fique sempre atento às cores das folhas, ao crescimento, floração, etc. O segredo é manter uma relação com a sua orquídea para entender e conhecer a planta para que o seu cultivo se torne mais simples.

Dica importante: um ambiente com as condições ideais, além de deixar as orquídeas sempre bonitas, também diminui e evita infestações de pragas. Sendo essencial um bom espaçamento entre elas e quarentena de plantas recém-adquiridas.

Normalmente, as orquídeas necessitam dos seguintes elementos essenciais para sobreviver, entenda quais são eles abaixo.

1) Nutrientes

A orquídea é uma planta que necessita de 13 nutrientes essenciais, sendo que alguns em maior quantidade para seu desenvolvimento enquanto outros nem tanto. Eles se dividem em macronutrientes (fundamentais) e micronutrientes (vitaminas), que juntos não podem faltar para não causar a desnutrição e, com isso gerar dificuldades no seu desenvolvimento.

Além disso, é necessário também mantê-la sempre saudável, evitando a utilização de fertilizantes. Veja abaixo todos eles:

Fósforo

Macronutriente rico em energia muito importante para o florescimento e o crescimento da raiz. Na sua falta, a cor da planta muda para tons de verdes e azuis.

Nitrogênio

Macronutriente extremamente importante para o crescimento da planta. Em caso de deficiência pode amarelar as folhas até elas caírem, e em excesso, pode prejudicar o florescimento.

Potássio

Macronutriente importante para a produção do açúcar e amido, principalmente no crescimento das raízes. Em excesso pode prejudicar a planta, gerando deficiência em outros elementos.

Boro

Micronutriente importante na transportação do açúcar, que em quantidade insuficiente pode resultar no florescimento.

Cálcio

Micronutriente que atua na permeabilidade da parede celular, prejudicando o crescimento da planta na sua carência, escurecendo as extremidades da planta.

Cobre

Micronutriente formado por proteínas cheio de elétrons no cloroplasto, que quando em falta deixa as novas folhas manchadas, murchando-a com uma cor de azul esverdeada.

Cloro

Micronutriente importante para o processo da quebra de moléculas orgânicas da água, fazendo as folhas murchar na sua carência.

Enxofre

Micronutriente com papel importante na fotossíntese, no metabolismo do oxigênio e das proteínas. Na sua falta, as raízes podem não se desenvolver adequadamente.

Ferro

Micronutriente que ajuda na síntese da clorofila, que na falta, causa deficiência de clorofila em suas folhas.

Magnésio

Micronutriente muito importante para a produção das proteínas e clorofilas, podendo manchar as folhas na sua falta.

Manganês

Micronutriente importante para ativar o metabolismo do nitrogênio. A sua carência deixa manchas amareladas e bordas verdes na planta.

Molibdênio

Micronutriente importante no metabolismo do potássio e nitrogênio, que quando ausente não deixa a planta florescer.

Zinco

Micronutriente importante para ativar as enzimas, que na sua ausência pode resultar em seu florescimento.

2) Iluminação ideal

De uma forma geral, a quantidade de luminosidade que uma planta necessita é classificada de três formas, de acordo com as necessidades da planta: sol pleno, meia sombra e sombra.

No caso das orquídeas, elas são mais adequadas a uma temperatura de 10º a 25º, sendo que a iluminação ideal para o seu cultivo é a meia sombra, ou seja, uma certa quantidade de luz, mesmo indireta, NUNCA insolação direta e apenas sombra.

Em geral, as orquídeas preferem o sol da manhã e luminosidade indireta no restante do dia, que pode ser filtrada por telas de sombreamento, pérgolas ou outras plantas.

Caso você tenha uma orquídea dentro de casa, coloque-a próxima à uma janela para ela receber luz solar indiretamente e evite a proximidade com o ar condicionado. Já para o cultivo no jardim, o ideal é embaixo de uma árvore para evitar a incidência direta dos raios de sol. Folhagem amarelada também pode ser sinal de muita exposição solar, sendo que as queimaduras são irreversíveis.

>> Veja aqui as orquídeas que gostam de sol.

3) Irrigação adequada

As regas das orquídeas também são muito importantes para o seu desenvolvimento. Sendo assim, independente da espécie, o excesso de água durante a sua irrigação, pode causar sérios problemas na planta, como o apodrecimento ou mesmo o sufocamento das raízes.

Portanto, é bem mais provável matar a orquídea “afogada” do que por falta de água. Para não cometer erros, entenda a quantidade certa de água e o tempo ideal entre regas, não se esquecendo também do tipo de substrato que você utilizou para o seu plantio (Leia mais sobre isso abaixo).

Cada substrato vai ter o seu tempo de retenção e absorção de água. Alguns conseguem filtrar a água rapidamente, enquanto outros demoram mais. O ideal é regar suas orquídeas na parte da manhã ou no final da tarde, sempre dando um tempo para que ela absorva a água (4-5 dias) ou regue uma vez por semana. Evite molhar no período da noite, pois ela demora secar, aumentando as chances de ataque de bactérias e fungos.

Na dúvida, faça o teste do dedinho, colocando o dedo uns 2 cm abaixo da superfície do vaso ou suporte para checar a sua umidade.

Se o seu dedo sair limpo, precisa regar; se sair sujo de terra, tem água demais; e se sair seco apenas com alguma sujeirinha de terra, não precisa regar, está com a irrigação adequada.

Para regar, molhe a planta lentamente com um regador para que a água seja acondicionada entre as raízes. Outra questão importante, é não colocar prato embaixo do vaso, que deve conter furos para permitir a circulação de água e o escorrimento dos excessos.

Observe também alguns sinais para garantir que a irrigação está sendo realizada da forma correta: pontinhos pretos nas folhas indicam água demais e maiores chances de fungos.

Atenção! Evite borrifar água nas folhas além de regar, pois a quantidade de água nas raízes já é suficiente para manter a orquídea saudável. Se você borrifar água nas folhas, estará exagerando e aumentando sua umidade.

4) Ventilação correta

A ventilação correta no local onde ficará a orquídea é essencial para o seu cultivo e bom crescimento, já que as orquídeas têm a capacidade de tirar do ar os nutrientes que precisa através das folhas também.

O ideal é um local com uma boa ventilação, sem vento em excesso ou correntes de ar, que seja capaz de manter uma umidade relativa do ar adequada. Por exemplo, próximas à janelas em contato como ar puro.

Se no caso, a sua espécie for terrestre, plantá-la em uma árvores é a melhor opção, já que a natureza se encarregará do trabalho.

5) Substratos

A função dos substratos é fornecer a sustentação necessária para o crescimento da orquídea, possibilitar a aeração, fornecer nutrientes às raízes e reter umidade para absorção. Eles substituem a terra no caso do plantio de orquídeas.

Existem diversos substratos disponíveis para orquídeas quando elas são cultivadas em vasos: fibras de coco, bucha ou carvão vegetal, isopor, cacos de telha, argila expandida, musgo esfagno, casca de pinheiro, caroço de açaí e brita.

Na natureza os substratos são formados por resto de matéria prima em decomposição, como galhos, plantas mortas e folhas.

Antigamente, utilizavam-se os vasos ou placas de xaxim, pois eram realmente a melhor alternativa para o plantio de orquídeas, pois asseguravam uma absorção precisa de água que a orquídea necessitava. No entanto, o xaxim foi largamente extraído de maneira predatória e levando-o a ameaça de extinção.

Em contrapartida, hoje utilizamos uma alternativa ecológica feita com fibra de coco que garante o mesmo nível de absorção e não agride o meio ambiente.

6) Podas corretas

Mesmo com muitos cuidados, a orquídea pode vir a apresentar problemas, como doenças, infestação de pragas, hastes secas ou folhas murchas ou descoloridas. Nesse casos, a poda correta se faz necessária para que ela consiga continuar crescendo saudávcomo el.

Veja também: Orquídeas com folhas murchas e amareladas: o que fazer?

Primeiro de tudo, os instrumentos de corte devem ser apropriados, limpos e esterilizados para não infectarem a planta e piorarem a situação. No entanto, a pode só deve ser feita APENAS nas situações acima, pois se você podar qualquer parte da orquídea sem necessidade, você vai prejudicá-la.

Procure podar somente as partes danificadas, sempre fazendo o corte o mais próximo da base possível. No caso de raízes escuras, você terá que retirá-las do vaso para replantar (veja como abaixo), deixando elas úmidas para ajudar na retirada do vaso. Mas corte cortar apenas as raízes danificadas, marrons, moles e enrugadas.

Veja também: Orquídeas com folhas enrugadas: o que fazer?

Outro fator muito importante é SEMPRE efetuar as podas durante o seu período de REPOUSO da planta, isto é, quando as flores caem, para não prejudicar a planta.

7) Replantio

Você já deve ter notado que muitas plantas necessitam de replantio quando atingem um determinado momento. No caso das orquídeas não podia ser diferente, pois com o passar do tempo elas também se cansam do seu habitat ou se tornam muito grandes para o vaso de origem.

O essencial é ficar atenta às indicações de replantio, que podem ser as raízes prejudicadas ou a falta de espaço. É normal, que depois de alguns anos, o substrato comece a se decompor, ficando mais ácido e prejudicando as raízes. Neste caso, é preciso trocá-lo por um material novo.

Então, para que ela continue se desenvolvendo de forma saudável e florindo, é preciso realizar a troca do vaso ou do seu local de origem. Normalmente, o replantio é feito quando a orquídea para de florir e começa a produzir novas raízes e folhas. Pois, nesse momento, ela precisará de um novo solo e nutrientes para as futuras flores.

Outro sinal é quando a planta começa a sair do vaso com a touceira grande demais, pedindo mais espaço. Escolha um dia de clima mais fresco e temperaturas mais amenas, mas sem chuva, pois os dias muito quentes deixam as raízes desidratadas rapidamente.

Como replantar orquídeas

Para realizar o replantio da orquídea, primeiro você deve verificar como ela foi plantada originalmente. Verifique antes também se ela está saudável, sem doenças, partes podres, manchas nas folhas e se o substrato está velho ou se as raízes estão apodrecendo.

Caso ela apresente qualquer um desses requisitos é hora de replantá-la para começar a cuidar novamente dela de forma mais adequada. O mais importante agora é definir o seu local, baseando-se em tudo o que foi dito acima.

Tenha em mente, que as orquídeas epífitas (90% das espécies cultivadas), preferem ser cultivadas nas árvores, mas também é possível cultivá-las em vasos, desde que respeitadas algumas condições.

Nesse caso, descobrir o tipo de vaso ideal para a sua orquídea e se ela cabe dentro dele é fundamental, mas a escolha vai depender muito do ambiente em que a planta irá ficar.

Vaso para orquídeas

Todo tipo de vaso é bem-vindo no caso das orquídeas, sema eles de plásticos, madeira, cerâmica, de barro cozido, de materiais recicláveis ou mesmo de xaxim de palmeira, que é feito a partir de fibras orgânicas e não contém substâncias químicas ou tóxicas. Tudo vai depender do tempo que você tem para se dedicar à planta e do tamanho dele em relação à ela.

Geralmente, os de plástico retêm mais umidade por mais tempo e têm a vantagem de serem mais leves e mais baratos. Os de cerâmica permitem um melhor arejamento do substrato, além de secarem mais rápido.

Existem também algumas opções de barro específicas para orquídeas, mais largos e com furos nas laterais. A Cattleya, por exemplo, vai bem em vasos de barro, plástico e caixas de madeiras. Já a Phalaenopsis faz fotossíntese pelas raízes, por isso precisa ser plantada em vasos transparentes. E a Dendrobium e Oncidium são espécies que podem ser cultivadas em qualquer vaso.

O tamanho é importante, pois ele nunca deve ser grande demais. O tamanho de vaso ideal é de pelo menos 2 cm a mais que o tamanho da planta. O mais importante é manter as raízes sempre arejadas, por isso os furos nos vasos que mantêm uma boa irrigação sem encharcar ou mofar.

Adubo para orquídeas

Deixamos este tópico separado porque, na maioria das vezes, as condições ideais acima junto com os substratos são perfeitamente capazes de fornecer a quantidade necessária de nutrientes e tudo o que a orquídea precisa para se manter saudável.

No entanto, há situações em apenas o substrato ainda não é suficiente para fornecer a quantidade necessária de nutrientes que as plantas demandam, exigindo um fertilizante ou a adubação.

Para a sua manutenção, um bom aliado é o fertilizante. No caso de plantas jovens, utilizam-se fórmulas mais ricas em nitrogênio, que estimulam o crescimento; já as fórmulas equilibradas são mais adequadas para as plantas adultas. Existem também fórmulas mais ricas em fósforo, que estimulam o período de floração das orquídeas.

A adubação também pode ajudar como complementação ao cultivo, caso os substratos não estiverem dando conta. Na verdade, todas as plantas necessitam de nutrientes para se desenvolver.
E apesar das orquídeas conseguirem absorver nutrientes tanto pelas folhas quanto pelas raízes, às vezes elas precisam de mais nutrientes que o substrato pode oferecer. É aqui que entra a adubação para resultados melhores no seu desenvolvimento.

Existem muitas opções no mercado, como adubos orgânicos, granulados, em pó, líquidos e até com liberação controlada, mas todos devem ser próprios para as orquídeas. Há três alternativas para a adubação, as orgânicas, químicas e mistas. Veja abaixo:

Adubos minerais (químicos):

As adubações químicas têm efeito mais rápido na planta, porém devem ser colocadas na quantidade certa, para não prejudicar a planta. Além disso, o ideal é optar por adubos químicos solúveis em água, que podem ser aplicados junto a rega.

A mistura NPK (Nitrogênio+Fósforo+Potássio), é a mais popularmente utilizada pela sua praticidade, custo e fácil aquisição. Ela utiliza os principais macronutrientes essenciais para as orquídeas: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K).

No entanto, as orquídeas precisam também de muitos outros nutrientes, por isso a necessidade de adubos com misturas mais complexas. A adubação química deve ser a cada 15 dias, conforme as quantidades indicadas na embalagem do produto.

Evite também aplicar adubos químicos granulados direto no substrato, para não queimar as raízes. Para preparar, utilize uma colher de café para cada 1 litro de água, borrifando somente nas raízes e substrato. Veja alguns exemplos de adubos químicos para orquídeas:

  • ADUBO 20-20-20: usado para a manutenção da planta.
  • ADUBO 30-10-10: indicado para o crescimento, quando a orquídea é jovem ou quando for replantar.
  • ADUBO 10-30-20: indicado para acelerar a floração.
  • ADUBO 08-45-14: usado para floração e enraizamento.
  • ADUBO 20-20-20: indicado para todas as fases da orquídea, caso não queira se preocupar na troca de adubos.

Adubos orgânicos:

As adubações orgânicas têm efeitos mais demorados, porém são mais simples de utilizar, além do fator ecológico. Isso porque os efeitos começam apenas quando a matéria entra em decomposição e libera os nutrientes necessários para as plantas absorverem pelas raízes.

No entanto, o fato de serem orgânicos não quer dizer que você não tenha que evitar os excessos. Pois, adubos orgânicos geram ácidos durante a composição, que podem ser prejudiciais às raízes da planta.

Adubo caseiro para orquídeas

>> Veja aqui nosso guia completo sobre adubo caseiro para orquídeas.

Uma das misturas mais populares de adubo orgânico para orquídeas é a torta de mamoma e a farinha de osso, podendo ser encontrados também em lojas de jardinagem ou nos setores de jardinagem dos supermercados.

Mas você pode preparar seu próprio adubo caseiro para orquídeas. Uma receita é misturar partes iguais (1 colher cheia) de esterco bovino, farinha de ossos e cinzas e madeira em 1 copo de 500 ml de água. Para ficar mais concentrado os nutrientes, deixe a mistura descansar por pelos menos 24 horas antes de coar e passar para o borrifador.

Outra receita rica em Fósforo (P) muito indicada para a floração das orquídeas, é misturar 1 1/2 de água com 350g de cascas de banana maduras + 1 rama de canela em pau + 100 ml de água de coco natural e 1 colher de sopa de mel. Coloque a água para ferver, adicionando o mel e a água de coco ao levantar as primeiras bolhas.

Após dissolver o mel, acrescente a canela e depois que ferver acrescente as cascas de banana. Tampe e deixe por 10 min cozinhando. Depois é só coar e deixar esfriar. Em seguida, coloque tudo em uma garrafa pet de 2 litros e complete com água gelada. Para cada 1/2 copo da mistura, coloque 1 copo de água para diluir e borrife no substrato, previamente úmido.

Adubos mistos:

Por fim, os adubos mistos que são uma junção entre os adubos químicos e orgânicos, oferecendo a versatilidade dos adubos minerais com a durabilidade dos adubos orgânicos.

Como combater as pragas?

Uma das piores coisas que podem acontecer com as suas orquídeas é elas serem atacadas por pragas e doenças que podem matá-las. Para evitar, fique sempre atenta à sua aparência, além de manter os cuidados necessários.

Caso não consiga evitar, existem diversas maneiras de acabar com elas. O primeiro passo para se livrar das pragas é identificando o seu tipo para realizar o tratamento mais adequado. São muitos os tipos de pragas e doenças que as orquídeas podem ser expostas, sendo as seguintes as principais:

Podridão negra:

Os fungos são bastante comuns, e normalmente causados pela umidade. Eles causam manchas de cores escuras na planta. A podridão negra é a mais comum e a doença mais perigosa que pode atingir as orquídeas. Seu ataque é rápido e violento, inicialmente pelo sistema radicular (rizomas, pseudobulbos e gemas) e depois partindo para as folhas.

O fungo penetra na planta, gerando uma proliferação acentuada dos micélios, que rapidamente toma conta do vegetal por completo através de massa pardacenta com odor desagradável. Normalmente, costuma aparecer no inverno, em ambiente úmido.

Para combater a podridão negra, deve-se isolar todas as plantas contaminadas do ambiente, queimas as que tiverem completamente contaminadas, incluindo o substrato. Em seguida, limpar o vaso por imersão em solução de hipoclorito de cálcio, a 10%. Se for possível, salve algumas mudas cortando alguns pedaços, se desfazendo do restante.

Por fim, mantenha todas as outras plantas com um bom espaçamento e bem ventiladas, interrompendo as regas por até 30 dias. Além disso, banhe as plantas por imersão em solução de 1:50 litros de água sanitária, durante 30 minutos.

Cochonilhas

As cochonilhas não são fungos, mas insetos sugadores de coloração parda clara ou escura ou branca, que se reproduzem de forma muito rápida. Eles se alimentam das raízes das plantas, sugando a seiva do vegetal, podendo matar as orquídeas.

Nesse processo, são capazes de criar uma camada na planta que dificulta ainda mais na sua eliminação. Como conseguem se implantar profundamente na planta, você deverá replantá-la para ter uma melhor visão de onde elas estão e aí eliminá-las.

Para combatê-las, pulverize a planta com inseticidas à base de Tamaron, Diazinon, Malatol, ou ainda adesivo Esapon e óleo miscível.

Pulgões

Os pulgões são outro tipo de inseto que ataca as plantas, podendo ter várias cores, como amarelo, preto e branco. Geralmente, eles impregnam as folhas novas, sugando os nutrientes necessários. Para tratar, utilize um inseticida ou procure por uma receita natural.

Besouros

Besouros costumam mastigar e roer as folhas das orquídeas, os mais comuns são o Diorymerellus lepagei e o D. minensis e Mordelistena cattleyana.

Vespas

As vespas depositam seus ovos nas raízes da planta, se multiplicando rapidamente na mesma orquídea, necessitando eliminar a parte afetada.

Caracóis

Os caracóis também se alimentam dos nutrientes da planta, geralmente encontrados nas raízes delas. O ataque dos caracóis deixam pequenos furos nas folhagens.

Gafanhotos

Apesar de não serem considerados uma praga, gafanhotos também podem prejudicar as plantas com seus ovos depositados no solo. Ao nascerem, se alimentam das orquídeas. Mas como são grandes, são também fáceis de identificar e de retirar.

Insetos benéficos para as orquídeas

Como vivemos em uma cadeia alimentar, no qual cada ser depende de outros para a sua sobrevivência, as plantas e os insetos também fazer parte do processo.

Ou seja, apesar da existência de pragas e fungos, há insetos que não prejudicam as plantas, e pelo contrário, trazem muitos benefícios, como protegê-las desses tipos de pragas naturalmente.

É muito importante saber da existência desses insetos e como identificá-los para não eliminá-los equivocadamente. É o caso da joaninha e das aranhas, que ajudam as orquídeas por se alimentarem de algumas pragas prejudiciais à planta.

As libélulas também são um tipo de inseto que também se alimenta de algumas pragas, mas que possui uma visão excelente contribuindo para avistar as pragas nas plantas.

Como plantar orquídeas em vasos

Agora que você já sabe como cultivar orquídeas, é preciso saber como plantar as orquídeas em um vaso de forma apropriada. Siga o passo a passo abaixo:

  • 1० Passo: Divida a planta em mais de uma muda ou apenas retire a muda da planta antiga (no caso de replantio) para multiplicar a plantação;
  • 2० Passo: Lave as raízes e a planta em água corrente com cuidado para que elas absorvam a água, fiquem mais soltas e facilitem a remoção;
  • 3० Passo: Retire as raízes danificadas e possíveis contaminações com tesoura apropriada e esterilizada;
  • 4० Passo: Escolha o vaso de acordo com o que aprendeu e lave-o para que eles fique úmido e livre de impurezas;
  • 5० Passo: Adicione o substrato e acomode a muda para facilitar a sua fixação, tomando cuidando para não sufocar as raízes;
  • 6० Passo: Faça o plantio no centro do vaso para que a orquídea se desenvolva de maneira uniforme;
  • 7० Passo: Acrescente o adubo, conforme os indicados se quiser;
  • 8० Passo: Não precisa regar no início, pois o substrato já foi umidificado;
  • 9० Passo: Para a próxima rega, após alguns dias, insira o dedo no interior do substrato para verificar a sua umidade e definir quando regar.
  • 10० Passo: Coloque o vaso em local ventilado, com luz indireta e boa temperatura.

Veja nosso guia completo sobre como plantar orqúideas

Como plantar orquídeas no tronco de árvores

Um dos habitats mais naturais para as orquídeas é debaixo das sombras das árvores ou presas aos seus troncos. E isso é possível de ser feito manualmente, basta escolher a árvore ideal, de modo que ela tenha cascas mais rugosas, onde seja fácil prendê-la, e que receba luminosidade necessária.

O ideal é reutilizar o vaso original em que a planta estava e fazer um corte na parte em que vai ficar em contato com a árvore, para que ela possa se distribuir e conectar com a árvore com o passar do tempo.

Outra opção é retirar a planta do recipiente e usar um pano em volta dela para dar suporte enquanto as raízes fica em contato com o tronco. Mas quando for prendê-la ao tronco, tome cuidado para que não sufocar a raiz.
Uma terceira opção é pegar um pouco de substrato, como fibras de coco, bucha ou musgo esfagno e colocar entre o tronco e a planta, amarrando com alguma fibra natural ou arame até que as raízes estejam bem fixadas à árvore.

Como fazer mudas de orquídeas

Depois de cultivar suas próprias orquídeas, com certeza você vai querer multiplicá-las pelo jardim ou pela casa sem precisar comprar outras mudas. Isso é possível através da retirada de mudas das orquídeas originais.

Antes de dividir a orquídea, ela precisa ter pelo menos seis caules, para não tirar muito da planta e para que a outra cresça forte. Comece pelos mesmos passos de como plantar orquídeas descritos acima.

Retire a planta do vaso, lave e corte todas as partes que estiverem mortas. Depois disso, corte um dos caules junto com a raiz e separe para o replantio. Para replantar a nova orquídea você precisa seguir os seguintes passos:

  • Lave a raiz da nova orquídea para que ela absorva a água e umedeça para facilitar o plantio;
  • Escolha o novo vaso e umedeça-o;
  • Preencha os vaso com os substratos adequados, de preferência os mesmos da planta original para que a adequação seja mais rápida;
  • Plante a nova orquídea no centro do vaso;
  • Termine preenchendo o vaso com mais substratos e adubos.

Como cuidar das orquídeas em cada estação

As diferentes espécies de orquídeas exigem temperaturas específicas, que devem estar sempre em equilíbrio. Por isso, os cuidados irão variar a cada estação do ano, à medida que o clima for mudando. Saiba abaixo como cuidar de uma orquídea a cada estação do ano:

Como cuidar de orquídeas na Primavera

Durante a primavera, as orquídeas adquirem mais folhas e precisam de uma quantidade maior de nutrição. Aproveite para fornecer mais adubação e regá-la com mais frequência, já que nesse período a orquídea seca mais rápido.

Como cuidar de orquídeas no Verão

O verão pede ainda mais atenção que a primavera com relação à regas, podendo exigir até irrigação todos os dias. No entanto, caso chova bastante, é bom cuidar para não exceder na umidade. Fique atento aos sinais que a planta vai dar quanto à isso.

Como cuidar de orquídeas no Outono

O outono é um período em que as orquídeas necessitam de menos cuidados. Você não vai precisar dar tanta atenção às regas e adubação.

Como cuidar de orquídeas no Inverno

No inverno, algumas regiões costumam sempre variar de temperatura, sendo que a temperatura de uma orquídea nunca deve ficar abaixo de 10º C. Mas saiba que as orquídeas costumam ficar em repouso com as temperaturas baixas. Portanto, equilibre as regas e a adubação, pois quando umedecida demais em baixa temperatura, a orquídea pode apodrecer as raízes mais rapidamente.

Quando as orquídeas costumam florescer?

Devido às variações climáticas do ano, não há um período exato para a florescência das orquídeas, até porque isso varia muito a cada espécie. Mas sabemos que as orquídeas só florescem uma vez ao ano. No entanto, com a atenção e os cuidados necessários, elas podem até dar flores duas ou três vezes ao ano.

Depois do período de floração é normal as flores murcharem, pois isso faz parte do ciclo de vida normal de qualquer planta, inclusive da orquídea. Mas é preciso tomar algumas providências para ajudar no seu desenvolvimento saudável para florescer mais de uma vez durante o mesmo ano.

Por exemplo, é muito mais complicado uma orquídea conseguir florescer novamente a partir da sua antiga haste. Mesmo assim é possível, pois muitos cultivadores costumam cortar a haste apenas após a terceira floração.

Apesar disso, geralmente a haste seca após a floração. Assim, se a sua orquídea estiver nessa fase, corte a sua haste bem no início dela e deixe a planta descansar após a floração para que ela se mantenha forte para a próxima.

Tipos de orquídeas

Veja aqui nosso guia completo sobre tipos de orquídeas.

Existem muitas espécies de orquídeas, porém seria impossível listá-las todas aqui. Algumas são do tipo litófitas, que buscam nutrientes no ar e água da chuva, absorvidos através das folhas e raízes, mie crescem em cima de rochas. Já outras são epífitas e se alimentam dos nutrientes da própria árvore na qual se instalam.

Vamos descrever abaixo algumas das mais populares e mais comuns de ser vistas por aí. Além da Phalaenopsis, uma das orquídeas mais procuradas, existem muitas outras espécies, algumas até muito raras, conheça um pouco sobre elas abaixo:

Orquídea Phalaenopsis

As Phalaenopsis são as espécies mais populares, por exigirem cuidados razoavelmente simples e se adequarem facilmente a ambientes fechados, desde que tenham uma alta umidade do ar e recebam iluminação solar em abundância.

Elas possuem um formato de borboleta e cor arroxeada, lilás, amarela ou branca, geralmente encontrada em países da Ásia Tropical, como Indonésia, Malásia, China, Filipinas e Taiwan, suspensa em troncos de árvores com a proteção de suas copas.

Embora tenha suas exigências, a Phalaenopsis se desenvolve na maioria dos climas, mas ela gosta mesmo de climas mais quentes. No entanto, suas folhas são bem sensíveis e podem ser queimadas com a exposição direta do sol.

Orquídea Brassia Verrucosa

A Brassia pode ser facilmente identificada pelas pétalas finas que lembram um grande aracnídeo. A espécie surgiu na América Central e prefere climas mais quentes, mas precisa de meia-sombra.

Orquídea Chuva de Ouro

A orquídea Chuva de Ouro tem uma floração perene, em que dá flores bem pequeninas de coloração amarela e pintinhas pretas, com variações em branco, rosa e laranja. Também pode ser cultivada facilmente, desde que receba a quantidade adequada de luz.

Orquídea Olho-de-boneca

A orquídea Olho-de-boneca é originária da China, Índia e Malásia, e destaca-se pelas cores fortes e talo grosso, mas que exige uma quantidade muito específica de sol, pois costuma ser encontrada em regiões úmidas na natureza. Vai demandar mais esforço para encontrar um bom local para colocar o vaso. Melhor seria no tronco de alguma árvore bem frondosa.

Orquídea Rodriguezia

A orquídea Rodriguezia é muito famosa pelo seu tamanho pequeno e pelas manchas em suas pétalas. É uma outra espécie que demanda 60% de sombra e adubação ou reposição de nutrientes após a floração, mais comum no outono ou inverno.

Orquídea Cimbido

É muito comum encontrar a orquídea Cimbido nos jardins, mas a espécie não consegue dar flores em climas muito quentes, apesar de grande popularidade por aqui.

Orquídeas Dendrobium

As orquídeas Dendrobium é uma das espécie que mais exigem cuidados especiais. Elas são muito encontradas na Austrália, Nova Guiné, Índia e também no Sudeste Asiático. E possuem diferentes tonalidades de cores, rosa ou amarela, com duração de 30 dias, dependendo da temperatura e região onde está sendo cultivada.

Orquídeas raras

Dentre as milhares de espécies de orquídeas cultivadas no mundo inteiro, algumas delas são muito raras e custam uma pequena fortuna por isso. Seguem alguns exemplos abaixo:

  • Fredclarleara After Dark: esta espécie é uma híbrida desenvolvida por meio de vários cruzamentos com intuito de obter a coloração negra.
  • Dendrophylax lindenii: também conhecida como orquídea fantasma, a espécie possui uma aparência estranha por não possuir folhas, somente a flor e raízes.
  • Cattleya walkeriana: também conhecida como feiticeira, a espécie é totalmente brasileira e tem cores e formas exuberantes. Foi encontrada em meados das década de 60 e nunca mais outro exemplar foi achado na natureza. Seus exemplares comercializados podem ultrapassar algumas centenas de reais.
  • Paphiopedilum rothschildianum: a espécie é considerada a mais rara e também a mais cara entre as Paphiopedilum. No Brasil, a espécie é conhecida por “sapatinho”, devido ao formato da flor.

Tipos de Orquídeas Brasileiras

Existem muitos exemplares totalmente brasileiros e muitas variações de espécies como as orquídeas Cattleyas. Como por exemplo, a orquídea Cattleya Violacea, a Cattleya Aclandiae e a Orquidea Cattleya Loddiglossa. Veja mais exemplos abaixo:

Orquídea Brasileira Maxilaria

A orquídea brasileira Maxilaria é conhecida por suas manchas por todas as pétalas. Como o próprio nome já diz, é originária do Brasil.

Orquídea Cattleya Intermedia

A Cattleya Intermedia é muito popular e resistente a amplas variações de temperatura, mas exige um cuidado quanto ao tempo de exposição ao sol: em excesso, pode queimar, mas precisa de muita luminosidade, podendo ser sol direto pela manhã.

Costuma vegetar principalmente em galhos de árvores e troncos, propícias em ambientes úmidos, com boa ventilação e muita luz indireta. Suas flores servem como termômetro de luz solar. Ou seja, caso receba pouca luz, as flores ficam escuras, e no caso de excesso de luz, as flores ficam verde amarelado.

É uma das espécies mais vendidas no Brasil, sendo muito atraente pela cor roxa, rosa, azuladas ou também lilás. Suas flores são muito perfumadas, duram em média de 10 a 30 dias, porém desidratam rapidamente.

Orquídea Cattleya Haw Yuan Angel

Esta é uma espécie que tem uma duração de 25 dias, podendo dar até quatro flores por haste, sendo cultivada em um vaso pequeno.

Orquídea Catlleya Mossiae

A catlleya Mossiae tem floração em diversas cores na primavera e início do verão, sendo mais propício o cultivo em ambientes de temperatura amena.

Orquídea Brassocattleya Pastoral Innocence

Essa espécie na verdade é uma híbrida criada em 1961, bastante popular e muito utilizadas em buquês de noivas.

Orquídea Cattleya Walkeriana ou Feiticeira

Já falamos dela acima, é uma espécie bastante rara, mas muito popular, podendo custar pequenas fortunas devido a sua raridade.

Orquídea Cattleya Labiata Intermedia

Conhecida como rainha do nordeste, a espécie é uma das mais procuradas e desejadas pela sua variedade de cores e flores médias perfumadas. Costumam florescer no verão, podendo ser encontradas em tons lilás, rosa, roxo, albas, semi albas ou azuladas.

Orquídea Cattleya Julio Conceição

Batizada com nome do criador do Jardim Botânico de Santos, Júlio Conceição, a espécie é a primeira híbrida branca brasileira, de fácil cultivo e quantidade da floração.

Orquídeas terrestres

Antigamente, as orquídeas terrestres não eram muitos utilizadas em jardinagem, porém devido a escassez de água, se tornaram uma ótima alternativa. Os tipos de orquídeas terrestres também são muito comuns no Brasil e possuem uma grande variedade de formas e cores, pois se adaptam facilmente a qualquer clima. Alguns exemplos:

  • Orquídea Vanillla: orquídeas terrestres muito famosas pelo aroma de seus frutos e das flores que vão do amarelo ao esverdeado.
  • Orquídeas do Mato: originária da Mata Atlântica, um dos maiores celeiros dessas espécies, podem não resistir se retiradas do seu habitat natural, podendo até contaminar outros tipos de orquídeas cultivadas no mesmo local.
  • Orquídeas Bambus: florescem quase o ano todo e atingem até 2 metros de altura.
  • Orquídea Ludisia Discolor: possuem folhas de cores diferentes de um lado para outro e aveludadas, de tom acobreado. Elas enfeitam os ambientes mesmo sem flor, e devem ser mantidas com terra adubada e não expor por muito tempo ao sol.

Mini Orquídeas

Veja aqui nosso guia completo sobre mini orquídeas

As orquídeas são muito populares e atraentes, mas as mini orquídeas se destacam ainda mais que as maiores, pois completam uma decoração mais delicada e minimalista. No entanto, existem alguns cuidados que diferem dos cuidados das orquídeas tradicionais.

As mini orquídeas exigem regas com borrifador com uma pequena quantidade de água, uma vez por dia. Um exemplo é a Orquídea Mini-chocolate, famosa pelas pétalas cor de chocolate, que pode até tomar pouco de sol direto, mas deve ser colocada na sombra quando a incidência estiver muito forte.

Orquídeas artificiais

O artigo inteiro reuniu várias dicas para que você consiga um cultivar orquídeas de forma fácil. Mas se você achar que não terá tempo suficiente para se dedicar ao cultivo delas, mas é apaixonada pela aparência dessas plantas, existe a possibilidade de decorar com orquídeas artificiais.

Existem profissionais que criam orquídeas artificiais muito parecidas com as originais. Escolha uma em que o vaso, as flores e todos os elementos representem bem a original. Parecendo mesmo uma de verdade.

Significado das Cores das Orquídeas

As orquídeas são muito apreciadas pela sua beleza exuberante, formas exóticas e variedade de cores. Mas você sabia que da mesma forma que as cores das rosas têm significado, as das orquídeas também?

Pois é. Cada cor vai ter um significado diferentes para expressar os seus sentimentos na hora de presentear alguém com uma delas. Por isso, caso esteja querendo dar uma orquídea de presente a alguém, preste atenção abaixo no significado delas e no que cada uma pode simbolizar com o seu gesto:

Orquídeas Rosas

As orquídeas de tonalidades rosadas simbolizam o romantismo e a feminilidade. Por isso, são o presente ideal para uma declaração de amor. Elas simbolizam a sedução e a sensualidade. Se você quer conquistar alguém ou demonstrar o seu amor para esta pessoa, a orquídea rosa é um excelente caminho. Um exemplo é a Phalaenopsis Pink, requintada e de caule duplamente florido.

Orquídeas Brancas

O branco está sempre associado à inocência e à eternidade. Sendo assim, as orquídeas brancas podem expressar sentimentos de amor puro, verdadeiro e duradouro. Por isso, que as orquídeas brancas são muito utilizadas na decoração de casamentos, em buquês de noiva, em recepções e em vasos de muitas residências. Um exemplo é a deslumbrante Phalaenópsis Branca.

Orquídeas Amarelas

As orquídeas amarelas simbolizam alegria e jovialidade, podendo expressar o seu desejo de felicidade às pessoas que irá presentear. Elas também estão relacionadas ao sucesso, por isso são excelentes escolha de presente para os amigos, já que a cor também está ligada à amizade. Uma escolha perfeita para iluminar a vida de alguém que você gosta. Um exemplo é a delicada Orquídea Oncidium ou Chuva de Ouro.

Orquídeas Azul

As orquídeas azuis simbolizam a tranquilidade e paz, podendo transmitir ao presenteado seus desejos de harmonia. A cor também transmite harmonia, confiança, lealdade e gratidão. A orquídea também está atrelada à elegância e à beleza em sua forma mais pura.

Na verdade, o seu tom azulado faz parte de um processo de manipulação química com injeção de tinta azul nas orquídeas brancas, antes de germinar a semente, para que a tinta seja absorvida pela raiz de superfície esponjosa ou pelo caule em procedimento similar. Com isso, a cor azul pode variar dependendo do processo. Um exemplo é a Phalaenopsis azul

Orquídeas Lilás

As orquídeas roxas ou lilás simbolizam a dignidade e os bons sentimentos. Assim, serão presentes perfeitos em qualquer ocasião, especialmente para locais de meditação, pois estimulam a sensação de purificação. Um exemplo é a Denphale Lilás.

Orquídeas Negras

As orquídeas negras são consideradas raras e muito exóticas, devido a coloração incomum das flores. A cor sua negra pode transmitir certa excentricidade, sobriedade e bom gosto. No entanto, a sua cor é vermelha bem escura e não negra. Ela é ideal para presentear pessoas de personalidade forte e única. Essas espécies costumam se desenvolver em locais de muita sombra e não toleram umidade excessiva nas raízes. Um exemplo é a Brasiliorchis schunkeana, uma das espécies menores do gênero.

Como comprar orquídeas

Quando bem cuidadas as orquídeas podem viver de 70 a 100 anos, desde que respeitando a iluminação, fertilização e irrigação adequada que elas necessitam. Por isso, além da beleza e exuberância dessas plantas, elas são capazes de durar quase que uma vida inteira quando bem cuidadas. Não é à toa que tanta gente adora.

Se você também adora orquídeas e quer começar a cultivá-las, pode adquirir um exemplar em uma floricultura ou até mesmo supermercados, a partir de uma muda de orquídea já adulta ou por meio de brotos aéreos que são emitidos por determinadas espécies de orquídeas.

É importante ressaltar que não devemos NUNCA retirar mudas de orquídeas de ambientes naturais ou florestas, pois é crime ambiental.

O valor comercial de uma orquídea pode variar bastante de R$ 40,00 até R$ 200,00 ou até mais, dependendo do arranjo, vaso, espécie e até do local. No entanto, uma espécie rara como a Cattleya Leopold Trilabelo, pode ter um valor mais alto ainda. Outras espécies de orquídeas bem caras são: Paphiopedilum rothschildianum, Feiticeira, Dendrophylax lindenii.

Mas a mais cara do mundo se chama Shenzhen Nongke, produzida por chineses e vendida por mais de 400 mil.

Conclusões finais

E aí, se animou para cultivar orquídeas? É realmente mais simples do que muita gente imagina. Mas claro que, como qualquer outra planta, a orquídea vai demandar cuidados, carinho e dedicação da sua parte durante o seu cultivo.

É importante também ressaltar, que muitas vezes, a orquídea pode não vingar e morrer, seja por falta de algum cuidado, nutrientes, rega excessiva ou muita exposição solar. Mas não desanime porque isso é normal. Com o tempo você pega o jeito e vocês se entendem.

Isso acontece porque muitas vezes elas não estão em seus ambientes naturais e demoram a se adaptar, por vezes não resistindo. Geralmente, o ambiente doméstico é mais seco, com menos ou excesso de ventilação, diferentes poluentes no ar, gerando um estresse maior para a planta.

Por isso, nem sempre conseguimos suprir todas as necessidades delas dentro de casa. Mas talvez, se começar no jardim, debaixo das árvores ou em seus troncos, reproduzindo uma ambiente natural, você consegue obter sucesso no cultivo. Daí pra frente, conseguir o mesmo dentro de casa é um passo!

Boa sorte! E não deixe de voltar para nos contar os seus resultados!

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