Você com certeza já escorregou num piso molhado, principalmente quando ninguém lhe avisa nada, ou não colocam alguma sinalização avisando sobre o local escorregadio, não é mesmo? O mesmo pode acontecer no trabalho, muitos acidentes poderiam ser facilmente prevenidos com o uso de sinalização eficiente. É exatamente por isso, que a NR 26 entra na jogada, é ela quem rege o uso de sinalizações facilmente visíveis e de compreensão fácil.

Mas pra que isso? Por que você deve conhecê-la? Como funciona?

Ora, para descobrir as respostas destas e de mais outras perguntas é só continuar lendo!

O que é a NR 26?

NR 26

Sem o uso de sinalizações eficientes e de fácil visualização, os trabalhadores estarão expostos a perigos que seriam facilmente prevenidos se houvesse algum aviso ou sinal para alerta-los. Por isso que NR 26 foi criada, ela descreve as regras no uso de sinalizações dentro de uma empresa, visando à segurança dos trabalhadores. Sua primeira publicação foi em 1978 e atualizada em 2015.

Além disso, a NR 26 foi feita para alcançar todas as gestões existentes dentro de uma empresa, oferecendo segurança para todos, em todos os lugares. Ela faz isso a partir da transmissão de informações de fácil entendimento, para que evite qualquer tipo de interpretação errônea cujas regras devem ser seguidas em todo o mercado de trabalho.

Objetivos dessa Norma

O objetivo da NR 26 é alertar sobre os possíveis perigos que possam acontecer ao trabalhador durante seu oficio, assim, buscando prevenir o máximo possível de casualidades.

Como é feito isso?

A sinalização é feita a partir do uso de cores que indicam o nível e o tipo de risco oferecido à saúde do profissional. Contudo, as cores também podem ser usadas para delimitar certas áreas, ou então para mostrar onde as tubulações de condução de gases ou líquidos se encontram.

Existe um cuidado, que por mais óbvio que possa ser, ainda assim necessita ser lembrado, que é posicionar as sinalizações em áreas estratégicas. Como assim locais estratégicos? Ora, locais onde não existam outras distrações, obstáculos visuais e de fácil entendimento. Afinal, não adianta nada colocar um aviso atrás de uma parede.

Classificações e rotulagens presentes na NR 26

A norma, sem nem pensar duas vezes, já fala que os produtos químicos devem ser identificados como perigosos. Os riscos podem ter origem nas características fisioquímicas ou toxicologias dos produtos cujo pode causar sérios danos aos trabalhadores se não forem manipulados de maneira correta. Imagina uma gota de ácido respingar no seu olho…

As consequências da má identificação e manipulação errônea dos produtos químicos podem ser surpreendentemente catastróficas, podendo ocorrer explosões, incêndios e derramamentos. Isso sem contar nas possíveis queimaduras na pele, envenenamentos e danos ao meio ambiente.

As classificações e rotulagens das substâncias são baseadas numa lista harmonizada que leva em consideração os resultados obtidos em ensaios e testes. Tais informações devem seguir critérios estabelecidos pela GHS ou Sistema Globalmente Harmonizados de Classificação e Rotulagem de Produtos.

O que é a GHS

GHS é um documento criado pela ONU para que a padronização das informações de risco seja possível no mundo todo. No Brasil só foi implantado em 2007 pelo Grupo de Trabalho Interministerial. Já em 2009, a ABNT publicou a norma NBR 14725 – Produtos químicos – Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente, ela foi criada se baseando no GHS, essa norma padroniza dados de segurança, saúde e meio ambiente referentes aos produtos químicos.

A GHS determina a rotulagem dos produtos perigosos nos seguintes casos:

  1. Identificação e a composição do produto químico: Nome comercial, aplicação, lote, peso bruto, peso líquido e o telefone de emergência e os dados do fornecedor;
  2. Pictograma de perigo: Imagens presentes em um rótulo como símbolo de aviso e cores especificadas para cada caso, informando os efeitos nocivos, igual o símbolo da caveira com ossos cruzados;
  3. Advertências: Palavras como “Perigo” são usadas para categorias graves e “Cuidado” para o menos graves;
  4. Frases de perigo: Frases como “Não toque” ou “mantenha distância de x metros”.
  5. Frases de precaução: Mostrar dados sobre os possíveis perigos físicos, como destinação correta ou providências em casos de acidentes envolvendo o produto;
  6. Informações suplementares: Inclusões de como buscar informações de um produto químico, como algum telefone de contato.

Não são apenas os compostos classificados como perigosos que devem ter uma ficha de dados de segurança, mas os classificados de não perigosos também devem ter a sua própria ficha. Os únicos que são dispensados da rotulagem preventiva são aqueles classificados como saneantes pela ANVISA.

Na questão das misturas, nas fichas de dados de segurança, informações sobre as concentrações e o nome das substâncias que as compõem devem sempre estar escritos.

Cores de sinalização da NR 26

Você já percebeu que os sinais de segurança tem um padrão de cores? O sinal de saída é sempre verde, já os de incêndio são em geral vermelhos? Você já se perguntou qual a razão disso? É por causa da própria norma NR 26 (isso no Brasil)! Cada cor tem diferentes significados e fazem diferentes sinalizações no local de trabalho. Essas cores são:

Amarelo: O amarelo é a cor usada para sinalizar “cuidado!”. É uma cor da alta visibilidade e utilizada em lugares como:

  • Corrimões;
  • Parapeitos;
  • Pisos;
  • Portas de elevadores que fecham na vertical;
  • Equipamentos de transporte;
  • Empilhadeiras, tratores industriais, equipamentos de transporte e manipulação de material em geral.

Se você já viu uma listra amarela na vertical ou inclinada, geralmente associada com preto, isso significa perigo duplo (medo).

Laranja: Laranja, a cor mais quente que existe, indica sabe o que? Perigo! Sua aplicabilidade é geralmente nas partes móveis e perigosas de alguma máquina ou equipamento. Por isso, essa cor está presente em:

  • Faces e proteções internas de caixas de dispositivos elétricos que podem ser abertas;
  • Equipamento de salvamento aquático;
  • Colete salva-vidas;
  • Flutuadores salva vidas;
  • Similares.

Vermelho: Distinguem e indicam os equipamentos de proteção de combate a incêndio, isso também conta a saída de emergência. Não é usado como sinônimo de perigo na indústria porque não garante tanta visibilidade como as outras cores citadas anteriormente.

Além de ser usada em equipamentos de incêndio, a cor vermelha também é aplicada em sinais de parada obrigatória ou em proibições como, por exemplo:

  • Luzes de sinalização de tapumes, barricadas e semelhantes;
  • Botões interruptores de parada de emergência;
  • Equipamentos de soldagem oxiacetilênica;
  • Mangueira de acetileno (de cor avermelhada);
  • Etc.

Púrpura: A cor púrpura é usada para indicar perigos envolvendo radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. A seguir, veja exemplos das suas aplicações:

  • Em portas e aberturas de entrada de locais que manipulam ou guardam materiais radioativos;
  • Locais onde tenham sido enterrados materiais radioativos ou equipamentos que tenham sido contaminados por materiais radioativos;
  • Recipientes que contenham materiais radioativos ou restos de materiais radioativos;
  • Sinais luminosos que indicam equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas nocivas ou partículas nucleares.

Branco: cor utilizada em faixas para fazer demarcações em:

  • Passarelas;
  • Passadiços;
  • Corredores aonde existem circulação de pessoas;
  • Setas de sinalização para indicar o sentido de movimento e circulação;
  • Abrigo e coletores de resíduos de serviços de saúde.

Preto: Cor usada para identificação de coletores de resíduos, exceto os originados de serviços de saúde. Normalmente identifica:

  • Canalizações de inflamáveis;
  • Combustíveis de alta viscosidade.

Azul: É a cor que sinaliza algo obrigatório, como:

  • Determinar o uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual);
  • Inibir o movimento ou a energização de algum equipamento (por exemplo, “não ligue a chave”).

Verde: é a cor que caracteriza “segurança”. Talvez a mais comum em se perceber nos edifícios, principalmente nas sinalizações nas portas indicando “saída ”. Ela é empregada para:

  • Faixas de delimitações (área para fumantes, por exemplo);
  • Faixas de delimitação de áreas de segurança envolvendo riscos mecânicos;
  • Caixas contendo EPI;
  • Localização de caixas de primeiros socorros;
  • Mangueira verde nos equipamentos de soldagem oxiacetilênica.

Cumprindo com NR 26 de forma eficiente

Para que os trabalhadores tenham um rápido e fácil acesso aos dados referente aos produtos químicos trabalhados diariamente. É bom ter uma ficha de dados de segurança para todos os produtos químicos, garantindo que a NR 26 seja cumprida.

Claro que o treinamento dos funcionários é indispensável para que se tenha o conhecimento sobre os riscos e medidas na rotina de trabalho. Assim que o funcionário tiver completado o treinamento, ele terá a compreensão necessária sobre a manipulação segura e procedimento em situações de emergência.

Encerrando

A importância da NR 26 é inegável. É possível trabalhar de forma segura apenas seguindo as sinalizações e os procedimentos que existem nessa norma, poupando muitos acidentes e prevenindo outros problemas de saúde dos trabalhadores e ainda garantindo a preservação do meio ambiente.

É por isso que ter o conhecimento sobre a NR 26 e aplicá-la de forma eficiente é um ótimo meio para salvar vidas, evitar faltas dos funcionários e manter o bem estar dentro da empresa. Principalmente quando o nosso Brasil está no quarto lugar no ranking de acidentes no trabalho.

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