O Sol é o astro mais importante do Sistema Solar, pois, sem ele, não existiria vida, nem calor e nem uma fonte de energia renovável e ilimitada que pode ser obtida por meio de placas fotovoltaicas.

Sim, assim como as plantas, os humanos arranjaram um jeito de usar a energia solar a seu favor. Claro que nós, homo sapiens, não ficamos verdes e nem somos capazes de fazer fotossíntese para produção de energia química…

…Mas podemos absorvê-la por meio de ferramentas para assim produzir energia elétrica!

Sim! Com as placas fotovoltaicas se torna possível para nós, meros mamíferos, utilizarmos os raios solares como fonte de energia. Quer saber como essas placas funcionam? Continue a ler.

Placas fotovoltaicas o que são?

Nas últimas décadas, a humanidade vem buscando novas fontes de energia que possuam as seguintes características:

  • Não degrade o meio ambiente;
  • Que seja renovável;
  • Que seja ilimitada;

A razão pela busca de uma energia limpa e renovável é graças ao custo e consequências do uso de combustíveis fósseis. Os combustíveis fósseis tem a desvantagem de serem limitados, além de soltarem gases prejudiciais para atmosfera e para a cidade; prejudicando a saúde local.

Atualmente, a poluição mata três milhões e trezentas mil pessoas ao ano, e esse número pode aumentar ainda mais se o problema persistir.

É por isso que muitos países vêm investindo em uma placa solar composta de células solares feitas de materiais semicondutores de silício.

Essa tecnologia funciona basicamente assim:

Quando os fótons (partículas de luz) colidem com os átomos do semicondutor da placa, isso provoca o deslocamento dos elétrons, gerando corrente elétrica que passa por um inversor solar. A função do inversor solar é preparar a energia para ser usada na residência. Essa é a tecnologia do sistema das placas fotovoltaicas.

Economize e ganhe ao mesmo tempo

Em dias muito ensolarados, os painéis solares podem produzir mais energia do que a residência consome.

O excesso gerado na sua residência será despejado na rede pública de energia, o que gera créditos de energia em kWh para ser usada para “comprar” eletricidade da rede. Funcionando como uma espécie de “troca” de energia com a distribuidora.

Lá pelo fim do mês, o relógio verifica se sua casa mais consumiu ou gerou energia. Se mais consumiu, será pago apenas a diferença na conta de luz. Se mais gerou, você ganha créditos de energia medidos em kWh.

Além disso, quando não existe quase ou nenhuma luz solar, esses créditos são usados a partir da sua rede elétrica, funcionando como uma espécie de “reserva” para dias com pouca produção de energia solar.

Entretanto, para poder fazer isso, você precisa ser um “Consumidor Cativo”, uma pessoa que compra a sua energia diretamente da distribuidora.  A boa notícia é que a maior parte das residências e pontos de comércio do Brasil compram energia de alguma distribuidora.

Portanto, se você possui uma residência no seu nome ou é dono de algum comércio, você pode instalar um sistema de energia solar e aproveitar o sistema de créditos de energia.

RN482/12 da ANEEL é o que estabelece as regras para este sistema de “compensação de energia”

Tipos de placas solares fotovoltaicas

Existem vários tipos de placas solares cada um com preços e qualidades diferentes.

Aqui veremos os 3 tipos mais conhecidos de painéis solares.

1 – Painel solar fotovoltaico de silício monocristalino

Ela é a que tem a captação mais efetiva de energia solar entre os painéis solares.

É feito de silício monocristalino de elevada pureza, o que envolve um complicado processo de fabricação para criar cristais únicos de cada célula. Uma das suas características é o seu tamanho.

Pelo fato de ser uma das placas mais eficientes na captura de energia solar, ele ocupa menos espaço para gerar a mesma quantidade de energia em comparação a outro tipo de placa, além de funcionarem melhor em condições de pouca luz do que as outras.

2 – Painel solar fotovoltaico de silício policristalino

Ele é feito do mesmo material que é usado na produção do painel monocristalino, o silício. Mas a grande diferença entre ambos é o método utilizado na fundição de cristais.

O monocristalino é feito de um único cristal de silício, já o policristalino são cristais de silício fundidos em diversos cristais. Eles são muito semelhantes com o monocristalino, mas seu desempenho é razoavelmente pequeno em comparação. Porém, como são mais fáceis de serem produzidas, também são mais baratas.

3 – Painéis de filme fino

Esse painel é feito de uma camada finíssima de material fotovoltaico (tendo micrômetros de espessura) depositado em um substrato de metal ou vidro.

São incrivelmente leves, permitindo bastante mobilidade. Além do silício, podem ser produzidas com amorfo ou talureto de cárdmio. Inclusive, bem baratas!

Mas, infelizmente, sua eficiência é muito baixa comparado a placas de silício monocristalino ou policristalino, precisando de uma área muito maior para produzir uma quantidade considerável de energia, o que faz com que ele nem sempre seja viável para uso residencial.

Tipos de sistemas fotovoltaicos

Algumas pessoas, empresas ou sítios, vivem em localidades que não possuem rede elétrica instalada.

Mas isso não impede o uso das placas fotovoltaicas, afinal, tudo que se necessita é o Sol, inversor de energia, e às vezes, baterias. Atualmente, é possível usar dois sistemas.

1 – Off-grid

Esse é um sistema que consegue gerar energia por conta própria.

Assim como o nome sugere, off-grid, que traduzindo do inglês significa “fora de rede”, também chamado de sistema isolado, é um sistema desconectado da rede elétrica; tornando possível a instalação e utilização em lugares isolados. É utilizado em locais específicos, seja para bombear água, poste de luz ou residências afastadas de alguma fonte de energia elétrica.

O seu funcionamento é o mesmo de qualquer tipo de placa fotovoltaica, mas a diferença maior aqui é o uso de bateria para armazenamento do excesso de energia produzida, que é usada em momentos de pouca incidência solar e períodos noturnos.

Por isso, é importante ficar esperto sobre a quantidade de armazenamento das baterias para saber se ela consegue suprir a demanda da residência.

O sistema é composto por painéis solares, cabos, estrutura de suporte, inversores, controladores de carga e baterias para armazenar energia.

2 – On-grid

Em português, a palavra inglesa on-grid significa “ligada na rede”. Ela também é chamada de sistema conectada à rede.

É o sistema mais comum em cidades, e como já citei anteriormente nesse artigo, é possível adquirir créditos de energia da distribuidora para serem usadas para descontar na conta de energia ou usados à noite em dias com pouco Sol.

O sistema on-grid é mais eficiente na reutilização de energia e por não exigir baterias ou regulador de energia seu kit se torna mais barato do que o off-grid. O sistema é composto por painéis solares, estrutura de suporte, cabos e inversores.

Preços dos sistemas fotovoltaicos

Os preços variam do lugar, tamanho, complexidade da instalação, quantidades de painéis; além da qualidade dos componentes utilizados e o tamanho da empresa fornecedora.

Aliás, lojas físicas normalmente têm preços diferentes (normalmente mais caro) que as virtuais.

Fique atento ao preço do frete; para levar um produto de São Paulo até Amazonas é muito mais caro que levar de São Paulo para Minas Gerais, por exemplo.

Como existem muitas variáveis no custo total de um sistema fotovoltaico, a seguir citaremos apenas os preços dos geradores solares fotovoltaicos encontrados pela internet; excluindo o preço da homologação, instalação e baterias.

  • Gerador de energia 1,34kWp – R$6.500;
  • Gerador de energia solar 2,64kWp – R$11.500;
  • Gerador de energia solar 3,40kWp – R$14.600;
  • Gerador de energia solar 4,62kWp – R$17.600;
  • Gerador de energia solar 6,46kWp – R$23.500;
  • Gerador de energia solar 10,56kWp – R$37.200.

É de fácil manutenção

A vida útil dessas placas pode chegar até a estrondosa marca de 25 anos, causando problemas muito raramente.

Boa parte da sua manutenção é feita por meio de limpeza dos painéis solares; normalmente o trabalho é feito tirando folhas, poeira e fezes de pássaro. Isso pode ser até feito apenas usando um pano molhado! Inclusive, na maioria das vezes, apenas um pouco de chuva já é o bastante para tirar as sujeiras que estão sobre as placas.

Mas é importante saber que, se sua região tiver muita poeira no ar, ela pode se acumular sobre as placas dificultando a absorção de energia. Porque quanto mais “tampadas” elas tiverem, menos energias produzem.

Conclusão

A energia solar tem sido umas das grandes apostas da humanidade atualmente. Afinal, quem não quer uma fonte de ilimitada, limpa e de fácil acesso, não é mesmo?

Antigamente, existia o medo do uso das placas fotovoltaicas, pois era muito “arriscado”. Sendo que os principais obstáculos que impediam as pessoas eram:

“Ah, se na semana chover muito?”

“Mas é muito caro para instalar”

“Absorver pouca energia”

Mas hoje em dia, se percebeu que a energia da rede elétrica, principalmente, a energia vinda das usinas termelétricas (energia vinda de queima de material) é muito mais arriscado do que esses medos de usar as placas fotovoltaicas.

E existe um enorme investimento mundo a fora nessas placas; China, EUA e Alemanha são apenas três exemplos dos países que estão apostando muito dinheiro nisso.

Além disso, a tecnologia de captação de energia solar vem ficando cada vez mais barata e eficiente, além de estar começando a ter competitividade na área comercial.

Chegará uma hora em que o uso de energia solar será muito mais vantajoso que qualquer tipo de energia, e podemos ter ela em nossas próprias casas!

A instalação de um sistema fotovoltaico na sua casa já impedirá muito problemas, irá te fornecer uma certa economia e ainda vai ajudar no combate dos males da poluição no nosso mundo moderno, fazendo um enorme ajuda no mundo.

Write A Comment