Sondagem de Solo: Preço? Como é feito?

Se você vai iniciar uma obra, talvez tenha ouvido falar da necessidade em realizar uma boa sondagem de solo. A sondagem consiste na investigação do chão do terreno, de modo que a fundação e a estrutura do imóvel possam ser melhor planejadas.

Imagine que o solo do lote seja poroso e frágil. Para construir em um espaço desse tipo, o engenheiro precisa de um projeto diferente do que para um local com solo compacto e rígido. Afinal, as resistências dos dois tipos serão diferentes, assim como sua capacidade de drenagem e outras características.

Ou seja, é a sondagem do solo que determina as suas propriedades físicas. Essa etapa da construção é regida pela ABNT NBR 6484 — Execução da Sondagem Reconhecimento dos Solos. Apenas obedecendo à regra, o responsável pelo imóvel pode realizar a avaliação adequada do espaço.

Entre outras coisas, a sondagem informa ao engenheiro a espessura das camadas do solo, a localização do seu lençol freático e a sua resistência mecânica. Quando não conhece dados do tipo, o especialista pode fazer o cálculo incorreto da fundação, o que prejudicaria o restante da construção. Inclusive interferindo na manutenção do imóvel, caso o erro não seja percebido rapidamente.

Quais cuidados tomar para a sondagem?

Em todo o caso, fazer correções costuma ser mais caro do que executar uma avaliação adequada. Por isso, é fundamental contar com uma empresa especialista no assunto, e reconhecida por seu trabalho. A sondagem deve ser realizada por um operador treinado, e com equipamentos bem conservados.

Então, sempre que possível, visite um canteiro em que a empresa já tenha trabalhado. Você também pode pesquisar sobre a companhia, inclusive nas redes sociais. Com a Era Digital, é fácil encontrar a opinião de consumidores sobre o trabalho da companhia.

Além de atenção às todas as medidas, tenha certeza de que o responsável avaliou adequadamente a cota topográfica da boca do furo de sondagem. As demais medidas de uma sondagem de solo são baseadas nessa principal. Logo, se a primeira estiver incorreta, toda a avaliação do solo para a construção será prejudicada. Nessas situações, costuma ser necessário fazer o reforço na fundação, o que provoca custos maiores do que o previsto.

Para uma avaliação ainda mais detalhada, você também pode solicitar a realização de outros tipos de detalhamento do solo. Algo sugerido, principalmente, para grandes terrenos e/ou construções. São indicados, por exemplo, o ensaio com dilatômetro de Marchetti (DMT) e o ensaio de penetração de cone (CPT). Vale avaliar a necessidade das opções junto ao responsável pela obra.

Tipos de sondagem de solo

Qualquer obra de Construção Civil precisa contar com a sondagem de solo. Ainda assim, é comum que os responsáveis por construções de pequeno porte não realizem esse passo. Este é um erro, e completamente contraindicado por especialistas.

Ou seja, mesmo edificações térreas, pequenas casas e outros devem passar por uma avaliação geotécnica. Do contrário, há grandes riscos de que a segurança da fundação seja comprometida, inclusive demandando outros custos para a correção do espaço.

Para realizar esse tipo de avaliação, é indicado que mais de um furo seja feito no solo. Isso porque, a análise de apenas um pequeno espaço pode ter resultados imprecisos. Principalmente se o terreno tiver uma grande extensão. Geralmente, é indicado fazer a análise com furos de 25 metros de distância entre.

Quando bem realizada, a sondagem oferece informações como a espessura e dimensão de cada camada do solo. Também pode apontar a posição do lençol freático e a quantidade de água disponível. Assim como a profundidade da camada rochosa e as propriedades do solo (permeabilidade, resistência, compressibilidade etc.). Quanto maior o número de informações obtidas, mais simples é definir o tipo de fundação adequada para a edificação.

Assim que realizada, a sondagem precisa compor um relatório completo. Para que seja compreendido facilmente, esse relatório deve conter o desenho da planta do terreno, e indicar os locais de medição (de perfuração) do ambiente. Nessa lista, é preciso indicar também os perfis geológicos geotécnicos de cada sondagem.

Todos os dados indicarão ainda: as informações da obra, inclinação do solo, data de início e término da análise, profundidade e cotas na vertical, comprimento de cada manobra, classificação e interpretação geológica, RQD (designação da qualidade da rocha) e vários outros.

Podem ser feitas dois tipos de sondagem do solo. São eles: a sondagem à percussão e a sondagem rotativa. Ambas podem realizar sua avaliação com trados manuais ou trados mecânicos. Todos os tipos podem ser utilizados em uma mesma obra, caso o responsável pela construção considere necessário.

Sondagem à percussão

A chamada sondagem à percussão com ensaio SPT (Standard Penetration Test) é a opção mais utilizada no Brasil, especialmente por oferecer uma análise bastante completa do solo. Para realizá-la, o responsável pela obra enterra um amostador padrão no terreno, com o auxílio de um martelo.

Esse amostrador pode ser inserido por diversos metros, até que a análise seja considerada suficiente. Para cada metro de profundidade alcançado pelo equipamento, uma resistência diferente é calculada para o solo. Isso garante que a construção conte com informações bastante fidedignas, considerando todas as variações e riscos da edificação naquele terreno.

Sondagem rotativa

Muitas vezes, durante a sondagem, pedaços de rocha são encontradas no solo. Especialmente a partir da segunda ou terceira camadas, que não sofreram tanto os efeitos do vento e chuva ao longo do tempo. Neste caso, é preciso utilizar da sondagem rotativa, que consegue avaliar este solo mais compacto.

Como a análise é diferente, é preciso também contar com outro tipo de equipamento. Neste caso, o especialista em construção utiliza uma coroa de diamante na ponta da tubulação. Essa ponta permite a perfuração das pedras e a contínua descida do amostrador pelo solo. Ao mesmo tempo, é possível determinar a qualidade da rocha e a sua concentração no espaço.

Já para análise mais precisa do tipo de minério, torna-se necessário coletar uma amostra do produto. Retirada e levada ao laboratório, a pedra pode ser avaliada com cuidado, determinando os seus efeitos para o terreno e a sua influência no tipo de fundação necessária para o imóvel.

Trados manuais

Uma investigação do solo por trado manual costuma ser mais rápida e econômica. Isso porque, ela normalmente penetra apenas as camadas acima do nível da água, que possuem baixa resistência. Apesar de oferecer uma boa avaliação, a análise deste tipo deve ser considerada como preliminar. É sempre importante realizar estudo mais específico e profundo no terreno.

Em uma sondagem com trados manuais, a operação geralmente é feita com operadores girando uma barra horizontal acoplada a hastes verticais. São nessas hastes que ficam localizadas as brocas, que devem ser trocadas a cada 5 ou 6 rotações. Assim, é possível fazer a retirada do material acumulado e continuar a descida para investigação do solo.

É comum que este tipo de estudo básico seja utilizado, principalmente, para determinação do nível do lençol freático. Com essa informação, entre outras coisas, o responsável pela obra pode projetar o sistema de drenagem adequado para o terreno.

Trados mecânicos

Quando trados mecânicos são utilizados, todo o processo de avaliação do lote torna-se mais simples. Afinal, a perfuração é quase que completamente automatizada, acelerando a descida dos equipamentos pelo solo.

Outra vantagem da opção é que ela não produz vibrações durante a perfuração. Isso mesmo nos casos de terrenos extremamente resistentes. Além disso, a avaliação é limpa, pois não produz lama.

Equipamentos utilizados na sondagem de solo

Na hora de realizar a sondagem do solo, o responsável pelo processo deve contar com uma série de equipamentos. Mais do que completa, a lista de itens deve possuir produtos em boas condições de uso. Do contrário, os resultados do estudo ficarão aquém do esperado, prejudicando a fundação e todo o resultado da construção.

São necessários, então, os seguintes equipamentos, considerados básicos a qualquer avaliação:

  • 01 tripé, com cerca de 4,5 metros de comprimento;

  • Hastes com 1 e 2 metros de comprimento. As hastes com um metro são utilizadas para manobras, enquanto as com 2 metros são ideais para vencer as diversas camadas mais fundas do solo;

  • 01 amostrador de barrilete;

  • Trado concha, que permite o avanço da broca e retirada do solo durante a perfuração.

Qual a importância da sondagem na Construção Civil?

Como explicado até aqui, realizar a sondagem do solo antes de qualquer obra é fundamental para a definição do projeto da edificação. Especialmente da fundação do imóvel, que suporta todo o edifício. Se mal projetada, a fundação pode afundar com o peso das paredes, piso e cobertura, comprometendo a segurança do espaço.

Com a sondagem, torna-se possível, inclusive, o projeto de uma fundação e paredes mais leves. Leves, mas não menos resistentes.

Além de garantir um bom projeto, esse tipo de avaliação permite a economia durante a obra. Primeiro, porque evita a compra de materiais além do que o necessário. Ao mesmo tempo, previne-se a necessidade de retrabalho, o que também demanda maior tempo e atraso da construção.

Sondagem de solo: preço

Os custos para a realização de uma sondagem de solo adequada variam. Variam de acordo com a localização do terreno no País, e também com a empresa contratada. Ainda assim, é possível definir uma média de preço praticada no mercado. Geralmente, os técnicos responsáveis pela avaliação realizam-na por R$ 100 e R$ 150/m².

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