O uso do porcelanato nas casas é cada vez mais comum, e o interessante é que podemos utilizar esse material de diferentes formas, deixando a decoração mais bonita. Hoje, existem vários tipos de porcelanatos que podemos utilizar, mas conhecer os tipos e saber escolher também faz parte de todo o processo da decoração.

Por isso, para quem está reformando a casa ou construindo uma e não sabe qual tipo de porcelanato irá utilizar, não precisa se preocupar. Neste artigo, separamos os principais tipos de porcelanatos, além de dicas que irão te auxiliar na decoração da sua casa. Confira!

Classificações e vantagens do porcelanato

Peças de porcelanato foram criadas na Itália, na década de 1980. Elas chegaram ao Brasil por volta de 1995, quando se tornaram uma ótima alternativa à cerâmica, já muito difundida no País na época.

Suas vantagens são diversas, especialmente se comparado à própria cerâmica. Primeiro, o porcelanato possui alta resistência à abrasão. Tanto a causada por impactos físicos, quanto por produtos químicos. O material também possui ótima uniformidade de coloração, e está disponível em variadas cores e visuais. Por ser homogênea, a massa é ainda bastante lisa, tornando a superfície em que é aplicada homogênea.

No mercado, o porcelanato pode ser encontrado com duas classificações principais. Há, por exemplo, o porcelanato Toda Massa. A classificação caracteriza um produto que não recebe esmalte em sua superfície. Ou seja, ele é menos escorregadio e áspero. Suas bordas são bem acabadas e retas, o que diminui a quantidade de rejunte necessário para sua instalação.

Em sua segunda classificação, o porcelanato é chamado de Esmaltado. A diferença aqui é que seu acabamento inclui esmalte na superfície, o que o torna mais liso e brilhante.

Há ainda diferença entre a capacidade de absorção de cada material. No esmaltado, a absorção de líquido é de até 0,5%. Já no Toda Massa, ou Técnico, a taxa vai até 0,1% de absorção. Assim, para espaços abertos ou de grande umidade, o porcelanato Técnico costuma ser o mais adequado. Afinal, ele não vai permitir grande influência do líquido na superfície.

Tipos de Porcelanato

Não apenas no piso o porcelanato pode ser aplicado. Como é bastante versátil, a peça pode também revestir bancadas ou paredes. Inclusive porque a tecnologia de impressão HD permite criar porcelanatos com aparências diversas, como simulando o concreto, madeira ou outros materiais desejados. Resistente e fácil de limpar, a opção é muitas vezes mais interessante do que o uso do material a que se assemelha.

Na hora da escolha do material, contudo, é necessário ter atenção à sua qualidade. O porcelanato possui três qualidades disponíveis no mercado: A, B e C. As peças do tipo A são as de melhor qualidade. Sua superfície é lisa e livre de defeitos, e suas borda são retas, facilitando a instalação do produto. Ao mesmo tempo, a informação atesta a regularidade de tamanho entre todos os azulejos.

Já as peças do tipo C podem apresentar algum tipo de defeito. Como trincas, pouca uniformidade de cor ou tamanhos irregulares entre cada azulejo. No entanto, elas são também mais baratas, e por isso são uma opção interessante se o consumidor desejar economizar. A escolha por esse material, porém, deve ser feita com cuidado – afinal, o resultado obtido não será homogêneo. Pelo mesmo motivo, porcelanatos do tipo C são indicados especialmente para ambientes externos.

Por fim, as peças do tipo B têm características entre as do tipo A e C. Elas não são da melhor qualidade, mas também não apresentam tantas irregularidades quanto aos do último tipo.

Com base na explicação, separamos alguns tipos de porcelanatos para não gerar dúvidas e ficar mais fácil de você escolher.

Retificado

De modo geral, todo porcelanato do tipo Técnico possui bordas retas. Essas bordas, no entanto, não são obtidas no processo de fabricação da peça, mas sim em sua finalização. Ou seja, depois de completamente pronto, o azulejo passa por um novo acabamento, que deixará suas bordas impecáveis. É assim que surge o porcelanato retificado.

Este processo de acabamento é realizado por meio de uma máquina de lapidação. Ela lixa as laterais de cada peça, e assim entrega o acabamento perfeitamente reto. Mais do que para a estética, essa etapa contribui para a economia de sua obra. Isso uma vez que, quando retificados, os azulejos podem ser colocados bem próximos uns aos outros. Logo, menos rejunte é utilizado, deixando apenas uma fina linha, de aproximadamente 1 mm, entre cada cerâmica.

Como também não é preciso cortar as peças, há enorme agilidade de instalação do porcelanato. Essa agilidade é ainda garantida pelo tamanho grande de cada azulejo, um dos mais utilizados.

Esmaltado

Como citado anteriormente, o porcelanato esmaltado é a peça que recebe camada de esmalte em seu acabamento. O resultado é um material belo e brilhante, e com uma superfície mais lisa e escorregadia. Assim, apesar de muitos desejarem inseri-la em todos os locais, o porcelanato esmaltado só é indicado para espaços internos, e que não possuam muita umidade. Do contrário, o acúmulo de água poderá causar escorregões e quedas.

No entanto, não existem apenas peças esmaltadas e escorregadias. Ainda com esmalte, o porcelanato está disponível no mercado com superfície lisa, áspera ou mate. Todas essas têm característica de escorregador menor, e por isso podem ser aplicadas em outros ambientes.

É igualmente interessante aplicar este tipo de material nas paredes de casa. Aqui, não é necessário verificar se a peça é escorregadia ou não, mas apenas seu visual. Desta forma, o consumidor pode optar por porcelanatos mais básicos, ou então por aqueles que imitam outro material, como a madeira. O resultado é bastante bonito, e igualmente fácil de limpar. Lembre-se apenas de escolher peças que combinem com a sua decoração. O destoar de outros objetos e cores pode incomodar após certo tempo.


Veja também: Como limpar porcelanato fosco?


Polidos

Os porcelanatos polidos têm uma alta quantidade de brilho, chamando mais atenção e criando um visual lindo no ambiente. Este tipo de porcelanato, recebe esse nome já que ele tem uma camada de polimento que é justamente o responsável por trazer essa alta intensidade de brilho.

Além disso, a superfície desse tipo é mais lisa do que os demais, fazendo com que o brilho se intensifique mais. Ele costuma ser mais utilizado em salas, corredores e quartos, sendo assim, é mais comum em espaços residenciais do que em áreas comerciais.

Struturato

O próximo tipo de porcelanato tem como principal característica um acabamento mais forte, por isso ele recebe o nome struturato, devido a sua estrutura. O interessante deste tipo de porcelanato é que ele possui uma resistência muito maior do que os demais. Além disso, o próprio acabamento dele também é mais resistente, principalmente se tratando das pontas do porcelanato.

O porcelanato struturato possui uma superfície levemente irregular e abrasiva. Ele é indicado para áreas molhadas, como o banheiro ou a sauna, pois tem característica antiderrapante. Na hora de investir no porcelanato em áreas externas, o struturato é também uma das principais opções.

Ele também é ideal para espaços que contém mais atrito e precisam de mais atenção. Assim, faz com que o porcelanato dure por muito mais tempo, do que se tivesse colocado qualquer outro tipo no lugar.

Acetinado

O porcelanato acetinado, por outro lado, é especialmente indicado para as paredes. Ele é fabricado por meio de um processo de esmaltação com um produto chamado “polímero mecânico”. A etapa é realizada por meio de uma impressora HD. Apesar de esmaltada, a opção não ganha aspecto brilhoso, nem característica escorregadia. Ou seja, o resultado são azulejos foscos e mais “seguros”.

Esse aspecto fosco, mate, é das principais vantagens do porcelanato acetinado. Primeiro porque a característica torna o material mais confortável visualmente. Assim, mesmo que o ambiente tenha luz intensa, não há reflexos exagerados que possam incomodar. O espaço, aliás, se torna mais aconchegante.

Outra vantagem dessa característica é sua resistência. Comparada com as peças brilhantes, os azulejos acetinados riscam menos, pois não há uma superfície brilhante para “ferir”. Ademais, as peças acetinadas, também chamadas de “naturais”, são menos escorregadias, apesar de ainda possuírem certo risco.

De qualquer modo, é importante refletir bastante antes da escolha pela alternativa. Isso porque o piso é frio, e tende a deixar os ambientes de casa também frios. Principalmente no inverno ou outono.

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