Você já ouviu falar da orquídea Coelogyne? Esse gênero pode não ser muito conhecido no Brasil, mas possui espécies realmente incríveis, que merecem ser destacadas. Dentre elas a Coelogyne cristata, por exemplo, que costuma demorar alguns anos para florir, gerando certa ansiedade e decepção para alguns colecionadores.

São ao todo cerca de 200 espécies de orquídeas no gênero, entre orquídeas epífitas, rupícolas e terrestres, sendo a maioria epífita, e encontradas principalmente no sudeste da Ásia, mais especificamente na Índia, Sri Lanka, Malásia, Ilhas Fiji, Bornéu, entre vários outros locais.

A orquídea Coelogyne são facilmente reconhecidas pela robustez e flores abundantes, de formas intrigantes e delicadas. Na maior parte das vezes são de cor creme, mas podem ser também brancas, verdes ou alaranjadas. Muito perfumadas, costumam florescer na primavera e durar por semanas, apesar de haver espécies floridas em todas as estações.

São plantas fáceis de cultivar, porém, como a maioria se multiplica com facilidade e cresce rapidamente formando grandes touceiras, o cultivo é dificultado quando não se tem espaço suficiente para elas se espalharem.

Por conta disso, cultivadores escolhem poucas espécies para suas coleções, mas elas estão sempre presentes. Quando cultivadas no Brasil, elas exigem regas abundantes após a floração durante cerca de três a quatro meses, podendo reduzir após esse período.

A maioria das Coelogynes não gosta de ser replantada, recusando-se a florescer por alguns anos após replantadas. Há ainda espécies grandes e pequenas, algumas com pseudobulbos espaçados, outras em amontoados, sempre com uma ou duas folhas.

Suas flores crescem tanto do ápice deles como em brotos novos, podendo ser pendentes ou eretas. Ficou interessada em saber mais sobre as orquídeas Coelogyne? Então, continue lendo abaixo para aprender tudo sobre elas!

Sobre as Orquídeas Coelogyne

Orquídea Coelogyne calcicola
Orquídea Coelogyne calcicola

A orquídea Coelogyne foi encontradas em 1821 por Nathaniel Wallicch durante uma expedição pelo sudeste Asiático. Nesse primeiro momento, foram encontradas apenas 3 espécies desconhecidas na época, que futuramente foram classificadas como Coelogynes, criando o gênero.

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Algumas espécies já foram usadas na medicina oriental, especialmente na China. Mas com a evolução da medicina, se tornaram obsoletas, sendo atualmente usadas apenas no paisagismo, para fins decorativos.

Muito diversificado, possui aproximadamente 200 espécies diferentes, entre epífitas sendo a maioria, seguido por rupícolas e terrestres. Em geral, podem viver tanto em locais como florestas tropicais à nível do mar, quanto em locais de montanhosos de grandes altitudes (até 3000 metros).

Assim, algumas espécies suportam o clima quente (Coel. parishii, Coel. tomentosa, Coel. fimbriata, Coel. flaccida, Coel. pandurata) e outras o frio (Coel. Cristata, Coel. lawrenceana, Coel. nitida). Portanto, dependendo da espécie, os cuidados em relação ao cultivo terão que ser adaptados para que elas floresçam.

Ou seja, para que as orquídeas Coelogyne se desenvolvam adequadamente e floresçam é preciso reproduzir as mesmas condições climáticas de seu habitat original, principalmente quanto às regas e temperatura.

Portanto, verifique sempre a origem de cada espécie para determinar a melhor forma de cultivo, pois cada uma se adaptará à diferentes condições climáticas (clima quente, moderado e frio), embora quase todas gostem de muita luz.

Curiosidade: o nome do gênero tem um duplo sentido e baseia-se na na parte oca da coluna da planta. O termo “koilos” significa oco; enquanto “gyne” significa feminino.

Características da Orquídea Coelogyne

Orquídea Coelogyne candoonensis
Orquídea Coelogyne candoonensis

As orquídeas Coelogyne são pouco cultivadas no Brasil, mais por conta do seu tamanho grande, pois muitas espécies se adaptariam aos nossos climas diversos. A sua impopularidade deve-se ao seu crescimento muito rápido, formando touceiras enormes, exigindo grandes espaços para o seu cultivo.

Embora tenham flores de vários tamanhos, são consideradas pequenas em comparação a outras espécies de outros gêneros, assim como pouco ornamentais e de cores não muito atraentes aos olhos.

Normalmente, as cores variam entre: amarelo, marrom claro, verde, aranja, branco e creme, como sendo a maioria. Além disso, apesar de perfumadas, o cheiro das flores de algumas espécies específicas não é muito agradável. Mas isso deve-se ao fato delas serem polinizadas por vespas ou besouros e nesse caso, o cheiro desagradável é para atrair esses animais.

Os rizomas das orquídeas Coelogyne podem atingir até 15 cm de comprimento, variando em tamanhos com 70 centímetros de altura, como a Coelogyne rumphii e a Coelogyne trinervis; ou menores, como a Coelogyne ovalis e Coelogyne miniata, que não passam de 20 centímetros.

Apesar da grande maioria ser orquídeas epífitas, existem também espécies terrestres e rupícolas, porém mais raras e originárias de locais mais frios.

Como cultivar orquídea Coelogyne

Orquídea Coelogyne lentiginosa
Orquídea Coelogyne lentiginosa

Para saber como cultivar orquídea Coelogyne é essencial identificar primeiro a sua espécie para adequar os cuidados necessários ao seu cultivo. De um modo geral, a maioria é de fácil cultivo e costuma florir o ano inteiro. Veja o que fazer abaixo:

TEMPERATURA

Em média, a orquídea Coelogyne gosta de temperaturas medianas durante o dia (21 a 29ºC), porém como o gênero é bastante diverso, algumas preferem temperaturas mais altas como a Coelogyne ansellia africana, enquanto outras espécies temperaturas mais baixas.

No entanto, a grande maioria das espécies são bem resistentes, suportando temperaturas entre 15 e 35ºC, da seguinte forma abaixo:

  • Durante o dia entre 21 a 29ºC
  • Durante a noite entre 12 e 18ºC

Nota: quedas de temperatura durante a noite são ideais para estimular a floração de muitas espécies de orquídeas.

SUBSTRATOS

Embora a grande maioria das orquídeas Coelogyne sejam epífitas, há também orquídeas terrestres e rupícolas. No entanto, o substrato ideal no caso das orquídeas epífitas são fibra de coco, musgo de esfagno, algumas cascas e alguns substratos porosos.

Mas em todos os casos, basta manter umidade, seus nutrientes e permitir um bom arejamento das raízes.

ILUMINAÇÃO

Assim como boa parte das espécies de orquídeas, a Coelogyne não dispensa uma boa iluminação, mas prefere uma luz indireta. Elas podem até ser cultivadas ao lado de espécies de orquídeas Oncidiums, mas providencie bastante espaço.

Para se certificar da quantidade de luz adequada, verifique sempre a coloração de suas folhas. Pois, em geral, quando uma orquídea recebe luz em excesso, ela produz menos clorofila, o que torna suas folhas mais amareladas.

E casos mais extremos de incidência solar, elas podem até se queimar, ficando com folhas pretas. Por outro lado, se ela não receber luz solar suficiente, a produção de clorofila aumenta e suas folhas ficam com um tom de verde mais escuro.

REGAS

Apesar de orquídeas em geral não poderem ficar com suas raízes encharcadas, a orquídea Coelogyne não gostam de ficar com suas raízes secas. Por isso, evite ao máximo deixar o substrato secar por muito tempo seguido.

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Antes se regá-las, cheque o substrato com o seu dedo para verificar se ele está quase seco. Ao regar, molhe apenas as raízes, para evitar acumular água nas folhas e atrair fungos e doenças.

De um modo geral, siga as seguintes dicas de como regar orquídeas:

  • Regue durante o período da manhã;
  • Após a floração regar com mais frequência;
  • Durante o inverno diminuir a frequência;
  • Cuidado para não deixar acumulado água nas raízes de sua orquídea.

UMIDADE

Por serem originárias do sudeste da Ásia, muitas espécies exigem uma umidade alta, podendo variar de 60 a 85%, muito parecido com as exigências das orquídeas Vandas.

Vale lembrar que, em se tratando de umidade, estamos falando da umidade relativa do ar, diferente das regas. E neste caso, alguns locais podem ter a umidade do ar muito baixa, fazendo com tenha que ser aumentada.

Você pode usar uma uma toalha molhada perto de sua orquídea, uma bacia, fonte ou aquário e até um humidificador. As famosas “humidity trays” servem justamente para isso. São bandejas com água e pedras no fundo para que você coloque o vaso por cima, evitando o contato das raízes com a água.

COMO REPLANTAR

O replantio da orquídea Coelogyne deve feito em média a cada 1 ou 2 anos. Mas, se possível deve ser evitado, pois algumas espécies não gostam de ser replantadas ou divididas, podendo até ficar 1 ou 2 anos sem florir.

Mas, caso você precise fazer isso por conta da falta de espaço, principalmente, siga as dicas abaixo:

  • O replantio deve ser feito no período da primavera, período que antecede a fase de crescimento desse tipo de orquídea.
  • A multiplicação ocorre por divisão de touceiras ou por sementes.
  • Caso você opte por multiplicá-la através da divisão de touceiras, certifique-se que cada muda tenha no mínimo 4 pseudobulbos.

Principais espécies de roquídeas Coelogyne

Como o gênero Coelogyne é bastante diverso, separamos apenas algumas das principais espécies com suas características para que você as conheça e saiba identificá-las caso compre uma ou veja por aí.

Confira abaixo:

Orquídea Coelogyne flaccida

Orquídea Coelogyne flaccida
Orquídea Coelogyne flaccida

Essa espécie de orquídea Coelogyne é epífita nativa de florestas tropicais em alguns países da Ásia. Normalmente, costuma gerar de 3 a 15 flores por haste floral durante a sua floração, cada uma com 4cm de cores mais brancas. Uma curiosidade sobre essa orquídea é que o cheiro que ela emite não é muito agradável para humanos, mas atrai vários polinizadores.

Para cultivá-la, forneça o seguinte:

  • Sol indireto com temperatura máxima de 35ºC
  • Umidade média ou alta;
  • Evite dividi-la ou replantá-la, essa espécie não suporta isso;
  • Cultive-a em troncos, vasos plásticos ou cestas suspensas;
  • Sombreamento de 70%.

Orquídea Coelogyne cristata

orquídea Coelogyne cristata
Orquídea Coelogyne cristata lemoniana

Essa espécie é uma das mais populares do gênero, também conhecida como “orquídea branca de neve” ou “orquídea branca”. Ela é uma orquídea epífita nativa do Himalaia de flores muito bonitas com uma mancha no labelo, e cerca de 8 cm. Normalmente, essas flores surgem na base dos pseudobulbos, com 10 flores em média em cada.

Para cultivá-la, forneça o seguinte:

  • Luz indireta abundante;
  • Temperaturas mais frias;
  • Umidade alta;
  • Sombreamento de 70%;
  • Rega frequente, com o substrato permanecendo sempre úmido, mas não encharcado.

Orquídea Coelogyne lawrenceana

Orquídea Coelogyne lawrenceana
Orquídea Coelogyne lawrenceana

Essa é uma espécie também epífita nativa do Vietnã ou da Cordilheira do Himalaia. Normalmente, são espécies de orquídeas bem grandes, com flores na base dos pseudobulbos, de 1 a 6 flores por haste floral, de cerca de 10cm de comprimento e duração de cerca de 15 dias.

Para cultivá-la, forneça o seguinte:

  • Temperaturas frias;
  • Regas abundantes depois da floração, diminuindo no começo do inverno;
  • Sombreamento de 70%;
  • Umidade média ou alta;
  • Adubação quinzenal

Bem, como já dissemos, essas espécies de orquídeas costumam ficar enormes e exigir muito espaço, por isso algumas nem valem a pena cultivar. No entanto, outras são muito interessantes e podem ficar ótimas no seu jardim ou varanda.

Além das espécies mencionadas acima algumas imagens também trazem as espécies de orquídea Coelogyne candoonensis, Coelogyne fimbriata e Coelogyne lentiginosa.

Se quiser cultivá-las vá em frente, você não vai se arrepender. Mas tome cuidado com algumas espécies que possuem mal cheiro durante a floração. Depois volte aqui para nso contar os resultados! Até a próxima!

1 Comentários

  1. Juliana dos Santos Pulier Responder

    Olá. Muito boas as explicações. Tenho uma coelogyne flácida. Ganhei uma pequena muda que floriu por 3 vezes. Depois disso, como não sabia, replantei e já há alguns anos não floriu mais e surgiram manchas pretas compridas nas folhas, inclusive já nasceram com as manchas. Se puder me ajudar fico agradecida.

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