Concreto Armado: Vantagens, Características, Composição

Você com certeza já esteve em uma construção erguida por meio do concreto armado. Utilizada nos mais diferentes imóveis, a opção de material é muito resistente. Consegue suportar uma estrutura apenas com a ajuda de algumas pilastras, e tem durabilidade enorme.

As vantagens do produto, no entanto, vão bem além. Assim como sua história, datada ainda do Império Romano. Ficou curioso para saber sobre o concreto armado? Acompanhe este texto! Nele, vamos esclarecer desde sua origem, até os pontos de atenção à sua utilização. Confira!

Concreto armado: história

O primeiro registro de uso do que viria a ser o concreto armado é bastante antigo. Ele é datado de 211 d.C., durante os reinados dos imperadores romanos Sétimo Severo e Caracala. Uma obra ambiciosa, a construção formou uma área com piscinas em água de diferentes temperaturas (quente, morna e fria), esfoliações, massagens e banhos para a saúde. Mais que isso: o local abrigava até academias para esportes, tornando-o uma espécie de SPA.

Para garantir a enorme resistência da construção – que permite inclusive ver parte das ruínas hoje em Roma – foi utilizada a associação de argamassa e barras metálicas.

Depois, vou possível perceber o uso de técnica semelhante na Igreja de Santa Genoveva, em Paris. O local é hoje chamado de Panthéon de Paris, e foi construído entre 1764 e 1790, pelo arquiteto Jean-Baptiste Rondelet. Como o objetivo da construção era manter a leveza do Gótico e a pureza da arquitetura Grega, era necessário manter poucas colunas na fachada. Assim, a solução para transferir as cargas da construção foi utilizar o concreto armado.

Nesse caso, eram feitos buracos na estrutura, em que as barras deveriam ser encaixadas. Depois, esses buracos eram cobertos com massa de cal, garantindo sua melhor solidez. Barras dobradas também foram utilizadas, absorvendo os esforços de cisalhamento da estrutura.

Já entre 1824 e 1850, empresários fizeram experiências diversas e obtiveram a receita para o concreto. Nessa mesma época, o francês Joseph Louis Lambot resolveu construir um barco com cimento armado. Animado com sua descoberta, pois o barco flutuou com ótima performance, ele resolveu colocar sua obra em exposição.

Exposição, aprimoramento e patentes

Numa galeria, porém, o produto não chamou tanto a atenção. Mas despertou o interesse de de Joseph Monier, um agricultor que plantava laranjeiras. Com sua produção em estufas, o trabalhador tinha problemas com as caixas de madeira e cerâmica em que as plantas eram acomodadas. Afinal, elas acabavam por se quebrar ou apodrecer em alguns meses.

Então, surgiu a ideia: por que não utilizar a inovação do concreto armado para construir as caixas? Monier realizou a experiência com sucesso. Depois, percebeu a incrível aplicação do material para outros projetos, e mudou de ramo. Da agricultura, foi para a Construção Civil! Tanto que, em 1875, foi o responsável pela construção de uma ponte de 16,5 metros com concreto armado.

O novo negócio rendeu frutos, e o ex-agricultor patenteou a invenção. Por isso, é considerado hoje o inventor do concreto armado. Em seguida, o engenheiro alemão Gustav Adolph Wayss obteve as patentes do produto. Como ainda era novo, contudo, o processo de construção criava incertezas. Logo, o alemão precisou investir numa série de testes, que ´provaram a resistência da estruturação.

Nos testes, ficou provado, por exemplo, que a armadura de ferro tem enorme capacidade de absorção da tração. Já o concreto consegue suportar muito bem às compressões. Juntos, os materiais criam estrutura muito resistente e durável.

No Brasil, a primeira estrutura construída em concreto armado data de 1908. No Rio de Janeiro, a obra deu origem a uma ponte de 9,0 metros de vão, projetada pelo engenheiro François Hennebique.

Concreto armado: conceito

O concreto armado é um material, como citado até aqui, formado pela argamassa e barras de metal. Juntos, os produtos criam uma estrutura mais resistente do que o concreto comum.

São dois os tipos de concreto armado disponíveis no mercado: o comum e o protendido.

No primeiro, as barras de metal não sofrem um pré-alongamento. Já no segundo, sim, o que confere força ainda maior à estrutura.

O pré-alongamento das barras de metal consiste num processo industrial. Nele, uma extremidade do aço é encaixado na pista de protensão. A outra é colocado um cilindro hidráulico, que aplica sobre o metal uma tensão de tração. Em seguida, o aço é colocado na fôrma, envolvendo as barras já posicionadas.

Como resultado, obtém-se uma placa de concreto armado. Levada à obra, ela poderá ser posicionados de modo mais simplesmente.

Com esse processo, o concreto adquire enorme resistência. Isso porque o aço, ao parar de ser esticado, aplica força de propensão na peça. Logo, quando a tensão de uma construção for exercida sobre a estrutura, ela já vai estar preparada para suportá-la. Uma característica que, aliás, permite aumentar o espaçamento entre vãos livres da obra.

Das vantagens da opção, é também interessante destacar sua precisão. Na usina, é mais fácil que sejam mantidas as medidas corretas de cada material de fabricação. Isso graças ao uso de balanças, medidores e betoneiras específicos à produção.

Concreto armado: características

A durabilidade da estrutura do concreto armado é uma das suas principais características. Seu uso dispensa a necessidade existência de sim número muito grande de vigas ou pilares. Afinal de contas, a estrutura pode suportar sozinha o espaço de grandes vãos.

Isso não significa, no entanto, que vigas e pilares não são necessários. Na verdade, lá são essenciais para manter a edificação em pé! Seu número, porém, pode ser menor. Todas as dimensões são calculadas com base em normas específicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Os cálculos de dimensões devem estar presentes logo no projeto do prédio. Apenas um especialista na ramo deve produzi-los, para que erros não prejudiquem a estrutura. As dimensões definem tanto a bitola de aço, vigas, lajes, blocos e todo o necessário para a obra.

Além disso, a estrutura de ferro armado pode assumir qualquer forma. Isso porque é possível curvá-la segundo a necessidade da obra. O metal também recebe proteção contra a corrosão, para que a estrutura permaneça intacta por anos.

Concreto armado: composição

O concreto armado é formado, primeiro, por barras de aço. As peças são produzidas pela indústria siderúrgica, por meio da liga metálica entre o ferro e o carbono. Unidos, os produtos criam um material de intensa resistência e dureza, perfeito para as mais variadas áreas da Construção Civil.

Já o concreto é produzido por meio de mistura entre cimento, areia, pedregulhos, pedras britadas e água. Nessa composição, também são adicionados aditivos, como aceleradores, corantes, fibras, sílica ativa, cinza de casca de arroz e outros.

Aplicações do concreto armado

O uso do concreto armado acontece nas mais variadas estruturas da Construção Civil. É possível aproveitá-lo, por exemplo, em obras de saneamento, barragens, usinas hidrelétricas, viadutos, pontes e prédios. O importante nessas aplicações é definir o uso do concreto comum ou protendido. Por isso, é fundamental contar com o auxílio de um especialista da área. Com os cálculos corretos e a estrutura bem planejada, o tipo mais adequado do material poderá atender ao necessário.

Diferentes, os concretos armados comum e protendido são indicados para obras também diferentes. O tipo comum do produto é muito utilizado para edifícios, residenciais, comer ou residenciais. O protendido, por sua vez, é sugerido para edifícios que necessitam de grandes vãos entre pilares. Assim como pontes e grandes shoppings centers.

O tipo comum do concreto armado é montado no canteiro de obras. Nesse caso, a estrutura em ferro é montado, e logo depois recebimento camada de concreto.

Concreto armado é indicado para espaços amplos porque permite maior espaçamento entre as vigas e colunas do ambiente. Para um shopping center, por exemplo, a opção torna o local mais espaçoso para instalação do maior número de lojas possível. Assim como um hospital, que ganha espaço para estruturar mais quartos e espaços para o atendimento de pacientes.

Concreto armado: vantagens

São muitas as vantagens de uso do concreto armado. Há, por exemplo, sua característica econômica. Isso uma vez que as matérias-primas do produto são baratas. O custo para a manutenção do concreto é igualmente muito baixo.

Existe também certa rapidez de construção com esse tipo de estrutura. Se utilizado o concreto vindo diretamente da indústria. No entanto, caso a estrutura seja montada no canteiro de obras, o tempo é maior. Afinal, é preciso esperar que a grande quantidade de concreto utilizado seque.

Outro benefício do concreto armado é sua facilidade de manuseio. Para o processo, são necessárias apenas ferramentas básicas. A mão-de-obra também não precisa ser especializada.

Ao mesmo tempo, as peças possuem variadas resistências. A física, para sustentação das estruturas; à água, já que o material é impermeável; ao fogo, diminuindo o risco de incêndios; às influências do tempo; aos choques e vibrações.

Duas normas regulam o uso desse tipo de textura no Brasil. A primeira é a norma técnica ABNT NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Ela lista as regras para os projetos com o material, incluindo o modo como os cálculos de dimensões deve ser feito.

Já a ABNT NBR 14931 – Execução de estruturas de concreto, define as regras para execução da obra. O seguimento das normas vai garantir a durabilidade da edificação, assim como sua segurança. Veja também: Slump Test – O que é, Como fazer, Por Que É Importante?

Pontos importantes

Na hora de escolher o tipo de material que vai estruturar o imóvel, é fundamental ter cuidado e auxílio de um especialista no ramo da Construção Civil. Mais que isso: é interessante conhecer algumas ressalvas sobre o material, para que haja apenas benefícios em sua escolha.

A observação deve começar pelo elevado peso de estruturas construídas em concreto armado. Esse peso exige o auxílio de guindastes e muitos trabalhadores para o erguimento da estrutura construída na fábrica.

Ao mesmo tempo, é difícil reformar ou demolir uma estrutura de concreto armado. Afinal de contas, as barras de ferro não cedem ou são cortadas facilmente. Dessa forma, é essencial projetar o imóvel o mais corretamente possível. Ou seja, sem que sejam necessárias modificações na estrutura logo depois. Se isso acontecer, a segunda obra se torna trabalhosa e cara.

Apesar de muito utilizado, o concreto armado não consegue entregar bom isolamento. Nem térmico, nem acústico. Principalmente porque é comum que as lajes possuam espessura menor que o comum. Por isso, é necessário que o edifício ganhe uma segunda camada de cobertura, com materiais específicos para esse isolamento. Espumas próprias para essa instalação, por exemplo, costumam dar conta da tarefa.

Cuidados com a execução e conservação dos projeto

Já a fissuração, ou seja, pequenas rupturas no concreto, são inevitáveis. Se ela não acontecer, a tela de aço no interior da estrutura não consegue se ajustar. Logo, não poderá resistir às tensões para o qual foi projetado, melhorando a resistência e qualidade da estrutura do edifício.

É essencial, de qualquer modo, manter essa fissuração dentro do controle. Seus limites razoáveis são indicados nas normas técnicas ABNT NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento e ABNT NBR 14931 – Execução de estruturas de concreto. Caso ultrapassem esses limites, é importante solicitar a avaliação de um engenheiro. Somente o especialista poderá indicar a existência de risco ou não à estrutura.

Com fissuração exagerada, pode acontecer, por exemplo, a aceleração da oxidação das armaduras. O processo de oxidação é normal, e vai acontecer ao longo do tempo na malha de aço do concreto armado. Esse processo, o entanto, deve acontecer em centenas de anos. Não em pouco tempo pós-construção.

A corrosão do aço ocorre devido à ação do gás carbônico nos materiais. A substância está presente na atmosfera, liberada por todos os seres vivos – inclusive os seres humanos. O CO2 desencadeia o processo conhecido como carbonatação, e os cloretos então atingem a armadura. O resultado é um material enferrujado e com pouca resistência.

Prejudicado, o aço também pode causar manchas nas paredes e, em casos extremos, queda de parte da edificação. Para evitar a aceleração do problema, é indicado evitar o contato do concreto armado diretamente com a água da chuva. Por isso a indicação de uso de telhas e cobertura sobre esse material. Igualmente importante projetar sistema de drenagem eficiente para a construção.

 

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